As cartas não mentem jamais

Quem nunca, hein? Brincar com cartomancia pode ser muito divertido. Inesquecíveis são as lembranças que tenho de minha mãe mexendo naquelas lindas figuras coloridas. Ainda criança, ela me ensinou a ler as cartas. Na verdade, brincava disso: dizia sempre que era muito fácil descobrir todos os segredos das amigas ao colocar as cartas para elas.

Ah, preciso dizer que minha mãe foi uma mulher marcante. Elegante e vaidosa à primeira vista, ela sabia ser muito sutil e refinada. Soube provocar minha curiosidade com aquela história de descobrir segredos. Como assim? Os segredos estão nas cartas? Nas combinações? Ela sorria e sugeria que eu precisava estudar mais as tais combinações na tiragem. Mas fato é que ela acertava sempre, e as amigas, muitas vezes, vinham visitá-la apenas para, com algum jeito, pedirem para ler as cartas. Às vezes minha mãe cedia e, invariavelmente, as amigas iam embora muito impressionadas, não menos que eu, sempre à espera de que ela me revelasse o seu segredo.

Com o tempo, aqueles códigos passaram a fazer algum sentido, e, aos poucos, de certo modo, as cartas começaram a falar. Descobri também que havia outros baralhos diferentes do baralho cigano de Madame Lenormand, que existiu de fato. Era esse que minha mãe usava, o mais comum e conhecido de todos. Ela nunca se interessou pelo famoso Tarô, baralho divinatório, que serve também para alicerçar concepções esotéricas do Mundo e da Vida.  Posso dizer que até aprofundei um pouco esses saberes e que, amadora como minha mãe, até que lia, como ainda leio cartas razoavelmente bem. Contudo, minhas habilidades estavam bem longe das tiradas geniais de minha mãe.

O tempo foi passando e posso dizer que cresci presenciando esses grandes momentos. Encontros acolhedores das amigas, com café, bolo e muita conversa. Depois minha mãe entrava no quarto, abria a gaveta onde guardava “as cartas” e o clima de expectativa era contagiante, seja por conta da intimidade e da confiança, seja pela sedução de se saber algo sobre o futuro. Esperança, sempre a esperança.

Como se tratava de uma prática bem amadora, não havia nenhum tipo de cerimônia. Apenas certa seriedade no ambiente. E silêncio. Nunca se lê as cartas com TV, rádio ou som ligados. A mesa da cozinha ou da sala poderia servir de base, porque era preciso estender o jogo completo, no caso, as 36 cartas em quatro fileiras de oito mais quatro cartas colocadas bem no centro da quinta fileira. As cartas eram primeiro bem baralhadas. Depois a consulente dava um corte, dividindo o baralho em dois montes que eram novamente unidos para logo depois serem separados em cinco montes pequenos.

Minha mãe era muito habilidosa. Fazia certo suspense antes de “virar” cada um dos 5 cortes, a partir dos quais ela improvisava, de maneira brilhante, uma espécie de roteiro da leitura. Seus olhos verdes brilhavam quando ela ia, aos poucos, revelando as primeiras cinco mensagens que eram como que o eixo da jogada. Algo mais ou menos assim:

— Então é o Sol, que te traz tudo de bom, ilumina, protege, revela. Temos agora o Coração, carta das emoções, do amor, dos sentimentos de quem ama e é amado. A terceira carta é dos Caminhos, que representam a vida que segue, os acontecimentos que se anunciam. Vejamos a próxima carta: eis o Mensageiro, que vem a cavalo, que traz novidades.  Agora a quinta: olha a Carta! Tu vais receber notícias muito em breve. Veremos. Vamos estender o jogo.

Era mais ou menos assim que ela fazia a abertura. Sempre improvisando, sem sair do roteiro pré-fixado, que é o significado genérico e tradicional de cada carta. Minha mãe também criou um jogo que ela chamava de “A Cruz de Santo Antônio”. No meio: o que te cobre. Em cima: o presente. À esquerda: o passado. À direita: o futuro. Abaixo do centro, uma sobre a outra: o que tu esperas, o que tu não esperas, o que está em segredo e o que a chave confirma. Em um jogo rápido ela ia descrevendo:

— Ah, te cobre a Cruz, porque estás muito triste. Teu presente tem o Urso, cuidado com gente falsa que te cerca. Teu passado tem o Coração, porque é o amor que partiu, mas no futuro saíram as Alianças. Hum, ele pode voltar. O que esperas: a carta dos Peixes, porque queres dinheiro. O que não esperas: o Caixão. Ainda vais enfrentar dificuldades. Nem tudo foi resolvido. O que está em segredo: saiu a Cobra. Não é a melhor hora de tomar decisões importantes. O que a chave confirma: o Homem. Pode esperar. Ele só não voltou porque precisas organizar tua vida: resolve teus problemas de forma discreta, te afasta de gente maldosa, procura te cuidar, aliviar teu coração dessa Cruz que te cobre. Gente triste atrai mais tristezas. E nunca, nunca saia de casa sem batom e sem uma gotinha mínima de perfume nos pulsos e atrás das orelhas. Eu disse mínima! E sorria. Gente carrancuda é sempre feia.

Não se pode duvidar da riqueza de sentidos que um simples baralho de sorte pode conter. Sol era sempre bom. A Cobra era traição. A Estrela era sucesso. Os Lírios, pureza, mas quando saíam embaixo de alguém, indicavam falta de caráter. Torre com Nuvens era morte certa. Coração era amor. Alianças, união e até casamento. Os Livros eram segredos. O navio, viagem. Tudo era mágico e muito enriquecedor, porque essas práticas acabavam por criar um clima misterioso e — ao menos para mim — divertido. As coisas ruins apareciam, sim, mas minha mãe sempre as anunciava como algo que fazia parte de um todo maior que, mesmo que não pudesse ser superado, acabaria por trazer coisas boas mais tarde.

Aos poucos, o hábito de fazer e receber visitas foi praticamente abandonado. Era mais fácil telefonar. O acúmulo de décadas também implicou na partida de muita gente amiga. O velho baralho cigano chegou a se perder muitas vezes pelo desuso, mas sempre era encontrado em alguma gaveta, enfiado entre toalhas de mesa e panos de prato. Por vezes, alguém do passado lembrava das cartas e a cena se repetia, sempre mágica e impressionante.

Mas o tempo passou. A vida mudou. A gente esqueceu das cartas. Um dia, encontrando o velho baralho meio gasto, mostrei-o a minha mãe e retomei o assunto. Perguntei de onde ela tirava tantas revelações no tempo em que lia cartas para as amigas. Muitas vezes eu assistia as tiragens, via o jogo e entendia as combinações, mas o que minha mãe dizia nem sempre batia com o tema das cartas abertas. Questionei. Ela então falou, rindo bastante por sinal.

— Filha, é simples. As cartas são as cartas. Elas têm um significado particular quando sozinhas e outro quando combinadas, mas isso é o de menos. Importante mesmo não é o que as cartas dizem. Ler as cartas qualquer um lê. Se gostar, vai aprender mais, mas não é isso que importa. O que importa é ler a pessoa. A maioria é mulher e mulher é sempre a mesma coisa: querem saber de homem ou de dinheiro. Às vezes é mais sério: doença, saúde. Isso não muda. E olhando bem, tudo está na nossa frente. Mulheres frustradas por causa de homem são todas iguais. Problemas financeiros e doenças? Basta olhar para saber. Falar disso olhando para as cartas é fácil.  Todos querem poder sonhar com dias melhores e esperar por coisas alegres que façam a diferença. Quem tem que acreditar nas cartas é quem te consulta. Tu tens que acreditar é em ti. E no que podes ler não nas cartas, mas nas pessoas.

Minha mãe era fruto de um tempo em que mulheres competiam. Ela podia ser muito crítica na intimidade:

— Então. A fulana. Lembra? — perguntou.

— Sim, — respondi, porque lembrava dessa colega de trabalho de minha mãe.

— Ela não era feia. Era descuidada. Só comia. Andava de chinelos até na rua. Quando colocava um salto, se queixava de dor nos pés. Não gostava de roupas elegantes, porque achava difíceis de usar. Difícil é andar desarrumada! O marido? Sempre de terno e gravata, bom carro, simpático… Que achas? A carta do Ramalhete indicou outra mulher, a Chave confirmou, as Nuvens escuras ao lado das Alianças. Claro que o desquite ia acontecer! Filha, há coisas que nunca vão mudar. Quanto mais algo te entusiasma hoje, mais certo que te decepcionará amanhã. Melhor não esperar muito de nada nem de ninguém. Por mais que pareça banal, um lugar comum, a vida não passa muito disso.

E fomos assim, eu e minha mãe, passando a limpo os velhos tempos. Lembrando dos vivos, dos mortos e dos mortos-vivos também. Com o passar dos anos, nos tornamos mais próximas. Eventualmente voltávamos às cartas, a pedido de uma ou outra pessoa que, invariavelmente, saia mais leve da “consulta”.

Minha mãe era cética, assim como eu. Ela jamais levou as cartas a sério. A diferença, porém, é que ela nunca deixava que esse ceticismo transparecesse. A imagem que passava era a de uma mulher alegre, faceira, coquete, superficial a ponto de ninguém desconfiar de que conhecia profundamente a alma humana. As aparências enganam. Na verdade, ela já conhecia os segredos que as cartas lhe contavam. Sim, porque, afinal, as cartas não mentem jamais.

                                                                          Por Maristela Bleggi Tomasini

 

A terra oca

Pois bem, agora que pouca gente ainda surfa na onda da Terra plana, por que não relembrar a história da Terra oca? Afinal, oca ou plana, a Terra, — nossa casa —, é vista dessas e de outras formas faz tempo. Conceber o que não se percebe em um primeiro olhar é o início do pensar filosófico. Por outro lado, filosofando ou não, nosso planeta dá muito trato à imaginação, esse verdadeiro alimento do espírito, me atrevo a dizer. Então, como já se fala menos de Terra plana, vamos à Terra oca.

 

Imagino eu que os leitores não ignoram a Teoria da Terra Oca, crença pseudocientífica que sugere que a Terra é oca por dentro e que seu interior é repleto de cavernas, oceanos e até mesmo de civilizações. Essa história teria começado no século XVII com o trabalho do astrônomo e matemático inglês Edmund Halley (1656-1742), que admitiu que a Terra fosse composta de várias esferas concêntricas, cada uma com sua própria atmosfera e habitada por seres inteligentes. Ah, Halley é, sim, o cara do cometa, que foi também matemático e amigo de Isaac Newton. Só não me digam por aí que ele defendeu a Teoria da Terra Oca tal e qual ela é difundida atualmente. Nada disso. Lembrem-se sempre de que parecido não é igual e devemos evitar generalizações pouco inteligentes, imprecisas e precipitadas.

 

Sim, a teoria moderna da Terra oca foi influenciada pelo trabalho do astrônomo e matemático inglês Edmund Halley. Halley foi famoso por suas pesquisas sobre cometas, mas também estudou outros fenômenos astronômicos e geofísicos, incluindo a estrutura interna da Terra. Halley, em seu livro “Synopsis of the Astronomy of Comets”, publicado em 1692, discutiu uma ampla gama de assuntos astronômicos, incluindo o movimento dos cometas e a estrutura do sistema solar, e apresentou sua teoria sobre a estrutura interna da Terra. Ela seria formada por várias esferas concêntricas, cada uma com seu próprio campo magnético. Quanto a ser habitada por seres inteligentes, eis uma hipótese plausível naquele tempo, se considerarmos as crenças populares da época sobre a existência de um mundo subterrâneo habitado. Mas que fique claro que Halley não defende a teoria da Terra oca da mesma maneira que os proponentes modernos dessa teoria.

Então, sejamos “precisos”, porque buscar a precisão é essencial à vida e à navegação, se é que me entendem: navegar é preciso… Nesse contexto, apesar de sua antiguidade e de sua popularidade em algumas correntes de pensamento esotérico, a Teoria da Terra Oca carece de base empírica ou científica. Muito ao contrário, a maioria das evidências geológicas, físicas e astronômicas sugere que a Terra é sólida e não possui grandes cavidades internas, infelizmente. Digo isso porque seria divertido excursionar pelo centro da terra e, por que não, fazer turismo pelas cidades perdidas. Tudo especulação. Eu mesma, sinceramente, adoro imaginar como seria dar uma voltinha por lá, encontrar o tal buraco de entrada, descer por ele e dar de cara com cidades perdidas, seres inteligentes, outras civilizações. Enfim, o que seria da vida sem a imaginação?

E a imaginação funciona. Com o tempo, a Teoria da Terra Oca foi se ampliando e ganhando adeptos, dentre eles, o famoso almirante Byrd. Já ouviram falar dele? Imagino que sim! Ele foi o cara! Richard E. Byrd teria realizado uma expedição secreta ao Polo Norte em 1947 para investigar a entrada para a Terra oca. Toda história teria sido registrada no diário do almirante Byrd, mas… Alguém adivinha? Pois é, dizem que o governo dos Estados Unidos teria confiscado o diário e ocultado a informação do público. Seja como for, Byrd fez várias expedições ao Ártico e à Antártica ao longo de sua carreira, mas não há evidências de que realizou uma expedição secreta ao Polo Norte em 1947 nem de que encontrou a tal entrada para a Terra oca. Pode-se também afirmar que, à época, a tecnologia disponível não seria adequada para uma expedição desse tipo. Mas confesso que é bom imaginar que, sim, o diário existe e alguém algum dia o trará para algum Arquivo, onde esse documento precioso poderia nos revelar tantos segredos. Eu mesma guardaria aqui em casa esse diário, sem problemas.

Todavia, não temos o diário nem sabemos se Byrd achou o buraco, ou melhor, a entrada para o mundo subterrâneo. Ainda assim, não custa nada procurar saber o que dizem os defensores dessa teoria, porque eles sempre costumam dizer coisas interessantes. Inacreditáveis, é verdade, mas, nem por isso, menos instigantes. De acordo com os defensores da Teoria da Terra Oca, o interior do planeta é habitado por seres inteligentes, que vivem em cidades subterrâneas e que se comunicam através de sistemas avançados de tecnologia. Tais seres descenderiam de uma civilização antiga que teria habitado a superfície da Terra antes da sua ocupação atual pela humanidade.

Por que não sabemos disso “oficialmente”? Ora, porque a existência dessas cidades é mantida em segredo por governos e organizações poderosas, que não querem que a humanidade tenha acesso ao conhecimento e tecnologia que elas possuem. Naturalmente, vocês já ouviram falar de pelo menos duas dessas cidades, já consagradas por sua popularidade: Agartha e Shambala.

 

Os habitantes de Agartha, por exemplo, vivem em uma sociedade altamente tecnológica.  São seres pacíficos que ajudam a humanidade de maneira sutil, por meio de suas habilidades psíquicas. Não é improvável que os habitantes de Agartha controlem secretamente os destinos da humanidade. Quanto à Shambala, trata-se de um reino secreto habitado por seres iluminados que guardam a sabedoria espiritual e a tecnologia avançada. Que vontade me dá de flanar por essas cidades, quem sabe na companhia de Walter Benjamin? Não conheço ninguém melhor do que ele quando se trata de sair por aí, sem documento nem bagagem.

Excesso de imaginação? Sim, sem dúvida. Eu tenho muita imaginação, confesso. Imaginação e ceticismo de sobra por aqui, a

liás. De minha parte, acho a Teoria da Terra Oca menos chata que a Teoria da Terra Plana. Gosto de imaginar como seria a tal entrada para o Mundo Subterrâneo e as mil aventuras que, verdadeiras ou não, pouco importa, são viagens inspiradoras e contagiantes, repositórios culturais, demasiadamente humanos, talvez. Afinal, como diz um querido amigo meu, meu materialismo não me limita, nem a minha imaginação. Não mesmo!

 

                                                                                             

 

                                                                                                 Por Maristela Bleggi Tomasini

 

O dia de hoje é de Janete!

O dia de hoje é de Janete!

Hoje é dia de parabenizar a querida Janete Freitas. O Louva-Deus de Bel Borba. Karol e Luiz Mariano curtiram São Paulo ao lado dos filhos Guto e Neto. A pessoa mais rica do Brasil agora é uma mulher: Vicky Safra. Fazendeiro e produtor de leite, o amigo Valter Menezes de Oliveira, de vez em quando, deixa a paradisíaca fazenda em Miguel Calmon. A Bel Cosméticos abriu a sua segunda loja em Euclides da Cunha, dessa feita, na Avenida Ruy Barbosa. A moda belga está de luto. A agradável surpresa de receber o amigo Elias. Meu amigo Zezé Bastos, hoje um feliz vovô, não esquece o seu tempo de folião na Avenida 7 em Salvador.

Hoje é dia de parabenizar a querida Janete Freitas, brilhante jornalista e amiga sempre presente, que completa idade nova nessa última sexta-feira de março. Parabéns amiga!

Ironia fina – Para explicar a mudança da vermelha para champanhe, o consultor do Oscar 2023, Raúl Ávila, também responsável pela icónica cerimónia anual da moda, a MET Gala, disse que, apesar de os convidados começarem a chegar a meio da tarde, a opção permitirá parecer um evento noturno, mantendo, contudo, alguma luminosidade e contraste com o ambiente mais escuro. Mais luz e esperança, quiseram os responsáveis. Mas entre os argumentos, nada como olhar para esta realidade juntando-lhe também a ironia. Foi o que fez o apresentador Jimmy Kimmel. “Acho que a decisão de usar um tapete champanhe sobre um tapete vermelho mostra como estamos confiantes de que nenhum sangue será derramado”, afirmou.

 

 

Arlindinho Andrade curte o pôr do sol no SoHo, ao lado das amigas Dinay Oliveira e Marilda Ferreira

O Louva-Deus de Bel – A Acervo Galeria de Arte, de Salvador, volta a representar a Bahia na SP-Arte, em São Paulo no Pavilhão da Bienal. Desta vez, a galeria leva à capital paulista a exposição inédita “O Louva-Deus e O Mar”, de Bel Borba, um dos principais representantes das artes visuais no estado. Na mostra, Bel apresenta pinturas produzidas com tinta acrílica sobre velas de veleiros navegadas, além de uma escultura, o “louva-deus”, feita com aço corten e um grande leme de Saveiro. Bel Borba a cada dia, se consagra como um dos mais importantes artistas plásticos da Bahia e do Brasil. Tim-Tim, caro amigo!

A número 1 – A pessoa mais rica do Brasil agora é uma mulher.  Vicky Safra, que deixou Jorge Lemann para trás na lista dos maiores bilionários do país. E, mesmo sendo a primeira mulher com mais dinheiro na conta do que qualquer outro brasileiro ou brasileira vivos, Vicky enfrenta há mais de um ano um drama familiar constrangedor, já que está sendo processada por seu filho Albert por supostamente tê-lo excluído do testamento multibilionário de Joseph. Brigas assim, meio suburbanas, eram contornadas com métodos de pacificação pelo banqueiro libanês naturalizado brasileiro que preferia ser tratado por José, e que sempre foi um ótimo negociador e apaziguador de ânimos. Mas ninguém imagina como Vicky resolverá a questão com o herdeiro rebelde, embora muitos apostem que a resolução do imbróglio que a faz aparecer na mídia mais do que gostaria seja resolvida com um acordo financeiro muito bem costurado. Nesse sentido, inclusive, há indícios de que a influência de Vicky no reino dos Safra sempre foi maior do que o que quase todo mundo imaginava, e acima de tudo o real motivo por trás da misteriosa desavença épica que fez os integrantes da família mais rica em terras brasileiras parecerem personagens de novelas escritas por Silvio de Abreu, nas quais o grande vilão da trama era revelado somente no último capítulo. O da “novela Safra”, por sua vez, está longe da exibição dos créditos finais, com prováveis muitas reviravoltas em sua trama surgindo nas cenas mais cativantes.

 

 

 

 

 

 

 

 

Karol e Luiz Mariano curtiram São Paulo ao lado dos filhos Guto e Neto.

 

 

 

 

 

 

 

Leite e harmonia – Fazendeiro e produtor de leite, o amigo Valter Menezes de Oliveira, de vez em quando, deixa a paradisíaca fazenda em Miguel Calmon, para curtir momentos com a família, nos bons restaurantes de Salvador. Na primeira foto, com o filho Roque, a neta Carol, o neto Valtinho a esposa Denise e a filha Adriana. Na sequência, com os filhos de Denise, Jéssica e Daniel com a noiva Gabriela.

+ 1 Bel em Euclides – A Bel Cosméticos abre a sua segunda loja em Euclides da Cunha, dessa feita, na Avenida Ruy Barbosa, a principal artéria do comércio local. Com cerca 200m², a nova unidade oferece espaço e conforto com uma variedade ímpar de produtos e, seguramente, o melhor preço do mercado. Na foto, o empresário Gil Dionísio, do Mercadinho Paulista, visita e parabeniza a direção da casa!

 

 

A moda belga está de luto – A criadora da casa Ullens, a baronesa, filantropa e mecenas Myriam Ullens de Schooten, de 70 anos, foi assassinada na última quarta-feira, 29 de março, com arma de fogo pelo enteado, Nicolas, de 57 anos. O marido dela, barão Guy Ullens de Schooten, foi ferido na perna, mas se encontra fora de perigo.

 

 

 

 

                                          A agradável surpresa de receber o amigo Elias, casado com a minha prima Vera, depois de 50 anos

Meu amigo Zezé Bastos, hoje um feliz vovô, não esquece o seu tempo de folião na Avenida 7 em Salvador. No Carnaval passado, repetiu as peripécias, ao lado da esposa Aída, de irmãos, filhas e netos, no paraíso de Imbassaí.

 

 

 

Giro de férias

Sandra, Joane, Heloisa, Mariana, Gil e José Henrique, núcleo da Família Costa Soares Dionísio, curtem merecidas férias. Fausto Silva, o Faustão, está curtindo uns dias de descanso com a mulher, Luciana Cardoso, os três filhos, nora e genro no Caribe. Depois de uma temporada na Austrália, onde residem duas das suas filhas, Anatália e William Riley inauguram nova temporada, dessa feita em Orlando. Em nosso encontro natalino que se repete a quase dez anos, o amigo Ivo Barbosa, vitorioso CEO da Bel Cosméticos, escolheu o Restaurante Amado em Salvador. Já Paola Oliveira e Diogo Nogueira, o casal sensação do momento, escolheram Cape Town. No Restaurante do Hotel Fasano Salvador, o empresário Paul Struijk, leia-se LIBERTY Steel Group, entre os amigos Jarbas Rocha e Arlindinho Andrade.

Merecido descanso – Sandra, Joane, Heloisa, Mariana, Gil e José Henrique, núcleo da Família Costa Soares Dionísio, curtem merecidas férias na Pousada Zé Maria da paradisíaca Fernando de Noronha. Merecido descanso para a turma que conduz os destinos do Mercadinho Paulista, uma das mais importantes empresas do ramo no sertão baiano.

 

 

 

 

 

Novos projetos – A blogueira Boca Rosa, sucesso nas redes sociais e na linha cosmética, curte as luzes de Paris e recarrega as baterias para novos projetos em 2023.

 

 

 

 

Mais férias em família – Fausto Silva, o Faustão, está curtindo uns dias de descanso com a mulher, Luciana Cardoso, os três filhos, nora e genro no Caribe, onde passaram as festas de fim de ano.  Na foto, além de Faustão e Luciana estão João Guilherme Silva, de 18 anos (com a namorada Schynaider), Lara Silva, de 24, com o namorado, o apresentador de TV Julinho Casares, e o caçula Rodrigo, de 14.

Brilho – Leni Klum é notícia na imprensa internacional esta quinta-feira, 19 de janeiro, depois de ter marcado presença na passadeira vermelha de um evento ao lado do pai, o cantor Seal. Pai e filha surgiram na estreia do filme ‘Shotgun Wedding’, em Los Angeles, na noite de ontem. O cantor e a jovem modelo brilharam na red carpet e posaram juntos para os fotógrafos.

Dois babacas – O influenciador Andrew Tate foi detido na Roménia por suspeita de sequestro, violação e tráfico humano. A ativista sueca Greta Thunberg não resistiu e comentou com recurso a ironia e sarcasmo: “Isto é o que acontece quando não se recicla caixas de pizzas”. O famoso polêmico das redes sociais tinha provocado a ativista sueca esta semana com uma publicação no Twitter sobre a coleção de carros poluentes que possui. A essa altura, Andrew Tate desafiou Greta Thunberg a dar-lhe o seu e-mail para que ele lhe enviasse a lista completa dos seus bólidos:“Tenho 33 carros. A Bugatti tem um motor quad turbo w16 8.0L. As minhas duas Ferrari 812 Competizione têm motores 6.5L v12s. Isto é apenas o começo. Por favor dá-me o teu endereço de e-mail para que possa enviar-te uma lista completa da minha coleção de carros e as suas respetivas enormes emissões”, escreveu numa publicação acompanhada de uma fotografia em que surge ao lado de um Bugatti.Greta Thunberg aceitou a provocação e respondeu também no Twitter: “Sim, por favor esclarece-me. Envia-me um e-mail para smalldickenergy@getalife.com” que em tradução literal significa qualquer coisa como ‘energiadepénispequeno@arranjaumavida.com’. Babacas!

 

Encontro casual no Rio Vermelho, onde todo ano curte as suas férias, o internacional Meia Noite, percursionista de Sérgio Mendes e disputado por músicos de todos naipes para participar de suas gravações em estúdio.

 

 

 

 

 

 

 

 

All together – Depois de uma temporada na Austrália, onde residem duas das suas filhas, Anatália e William Riley inauguram nova temporada, dessa feita em Orlando, onde comemoraram os 78 anos dele e agora, com a família toda reunida. A filha Daniele, o genro Sílvio e os netos, Ana Clara e Bernardo, que moram no Rio, encontraram na cidade americana, Karen e o marido Nick, os netos Maya e Thomas, Melissa e o marido, Eduardo, todos, residentes em Sidney. Dia 26, o casal máster, segue para New York com os netos Ana Clara e Bernardo!

 

 

 

Mesa para Bel Cosméticos – Em nosso encontro natalino que se repete a quase dez anos, comigo e Sara Brito, o amigo Ivo Barbosa, vitorioso CEO da Bel Cosméticos, escolheu o Restaurante Amado em Salvador para boa conversa e bons vinhos, sempre com a assessoria do Sommelier Cleberson. As lojas Bel Cosméticos já estão instaladas nas mais importantes capitais do país, com destaque para Salvador, Rio de Janeiro São Paulo. Na gaveta, projetos para expansão internacional!

 

 

 

 

Do outro lado do balcão – E há também quem, em tempo de férias, fique do outro lado do balcão. É o caso da Cristina, que acaba de inaugurar no Rio Vermelho, em Salvador, mais um restaurante da rede Donana. O novo point da marca, ocupa uma espaçosa casa na Rua Fonte do Boi e tem, além do cativante sorriso de Cristina, um cardápio delicioso, preços justos e muito bom astral. Vale a pena!

 

 

 

 

 

 

No Restaurante do Hotel Fasano Salvador, o empresário Paul Struijk, leia-se LIBERTY Steel Group, entre os amigos Jarbas Rocha e Arlindinho Andrade.

Férias românticas – Já Paola Oliveira e Diogo Nogueira, o casal sensação do momento, escolheram Cape Town, na África do Sul para curtir férias românticas!

 

 

Neve – A atriz Deborah Secco, o marido Hugo Moura e a filha Maria Flor, que curtiram no ano passado, o verão da Bahia, estão no Colorado, nos Estados Unidos, aproveitando temporada na neve.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No Sant Ambroeus, Manhattan, Chris Pitanguy e Marcelo de Carvalho curtem alta gastronomia e cumplicidade. É o amor!

                                                                                                                Celso Mathias

De Jampa a Sidney

 

Anatália e William Riley, curtiram 30 dias de merecido lazer em Sidney. Péricles – Casa do Porto em uma ótima noite de grandes vinhos! A princesa Charlene do Mônaco deslumbrou tudo e todos. Sábado 29, é dia de nova idade para meu amigo Bira Formiga. Megan Fox teceu rasgados elogios ao noivo, Machine Gun Kelly. Arlindinho Andrade e Rejane Mendonça em evento médico. George Soros é um judeu grande *#@+*. Denise e Valter Menezes em giro pela Europa. A duquesa de Cambridge reutilizou um vestido de LK Bennett. Luciano Rodrigues e o primogênito, Gabriel, festejam o aniversário do pequeno Bernardo. Divórcio amigável. Médico do Sírio Libanês e patriota, o Euclidense Luiz Carlos Dantas é orgulho da sua geração. Sandra, Adelice, Joane, Gil, Heloisa e Bento, Três gerações e os mesmos princípios!

Família – Depois de um enorme susto dela com o Covid e de dois anos sem poder visitar as filhas Melissa e o genro Eduardo Rodrigues, Karen e Nick Takos, Anatália e William Riley, curtiram 30 dias de merecido lazer em Sidney, onde as meninas constituíram família e vivem há muitos anos!

Benjamin Steinbruch, Pascal Marty, Chef Claude Troigros & Marcelo Magalhaes e Péricles – Casa do Porto em uma ótima noite de grandes vinhos!

 

 

Realeza 1 – A princesa Charlene do Mônaco deslumbrou tudo e todos com a sua escolha para a 73.ª edição da Red Cross Gala no casino de Monte Carlo. Para a ocasião, a mulher do príncipe Albert elegeu um elegante vestido em tons de prata e com padrão floral da Prada. A clutch era Judith Leiber e as sandálias Versace. Em destaque, as joias de Van Cleef & Arpels.

 

 

Sábado 29, é dia de nova idade para meu amigo Bira Formiga. Brasília e Jampa em festa!

Bonito? – Megan Fox teceu rasgados elogios ao noivo, Machine Gun Kelly, depois de o músico ter publicado no Instagram algumas imagens da noite da TIME 100 Next Gala, em Nova Iorque, na última segunda-feira. Na caixa de comentários, Megan escreveu: “Nunca ninguém com melhor estrutura óssea esteve nesta terra. Requintadamente, devastadoramente bonito. E 1,95m? Mata-me ou engravida-me. Essas são as únicas opções”.

 

 

 

 

Arlindinho Andrade e Rejane Mendonça em evento médico na Clínica do saudoso Cientista Elsimar Coutinho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

*#@+* – George Soros é um judeu grande *#@+*, que salvo do holocausto por uma família cristã, no seu processo de enriquecimento, não hesitou em desapropriar os bens dos seus compatriotas. Para ele, nos negócios, não há moral. Para ganhar dinheiro, qualquer imoralidade é válida. E vejam como são as coisas: aos 92 anos, ele está há 9, casado com Tamiko Bolton de 49 anos. Ela não está com ele por causa da fortuna de U$8 bilhões. É porque o amor é lindo!

 

 

 

 

Denise e Valter Menezes em giro pela Europa em encontro casual com meu cunhado Zuval Ferreira, a irmã, Terezinha e os sobrinhos Dudu e Manoela. A vida é

bela!Realeza 2 – Eles Viajaram para Cambridgeshire, onde foram ver o retrato deles pintado à mão e já em exposição. Para a ocasião, a duques a de Cambridge reutilizou um vestido de LK Bennett, conjugado com uma clutch de Emmy London e sapatos de Aquamarine. Um visual ideal para os dias de verão mais chuvosos.

 

 

 

 

Luciano Rodrigues e o primogênito, Gabriel, festejam o aniversário do pequeno Bernardo, o caçula da família!

 

 

 

 

 

 

Divórcio amigável – Casamento com separação de bens. Fortuna dela U$450 milhões. A dele, apenas U$150 milhões. Antes de pedir o divórcio, Gisele Bundchen deu a Tom Brady um ultimato para escolher, sua família ou sua carreira na NFL com o Tampa Bay Buccaneers. “Gisele disse a Tom: “ou você deixa o futebol para passar mais tempo com nossa família ou nós estamos indo para sempre! ” Será?

Socorro e o Euclidense Luiz Carlos Dantas, médico no Sírio Libanês, patriota e orgulho da nossa geração. Um exemplo!

Sandra, Adelice, Joane, Gil, Heloisa e Bento, Três gerações e os mesmos princípios!

                                                                                                   Por Celso Mathias

Para nunca esquecer o Piantella

 

Marco Aurélio entre Mário Covas e Ulysses Guimarães

Nesse momento de intenso ativismo político, não há como não lembrar o Icónico Piantella, lugar onde muitas vezes, o que ia acontecer no Congresso Nacional, era decidido. Há mais de 22 anos, exatamente em abril de 2000, o repórter Chico Neto entrevistava o sócio administrador do Piantella Marco Aurélio Costa.

Ah quem diga que um bom cozinheiro conquista as pessoas pela boca. No caso do Marco Aurélio, essa conquista vai bem mais além: ele conquista pela generosidade, pelo bom caráter e por essa irradiante simpatia italo-lusitana-mineira!

Marco Aurélio é sinônimo de unanimidade. As pessoas que trabalharam com ele o têm como um grande amigo. Patrão, apenas no corre-corre das tarde e noites movimentadas do Piantella.

Com vocês, o Piantella e Marcou Aurélio Costa!

Salão principal do Piantella

UM PAÍS CHAMADO PIANTELLA

O mais famoso restaurante de Brasília, palco de muitas resoluções importantes que determinam profundas mudanças no País, comemora neste ano suas bodas de prata.

Recentemente, foi até citado em discurso do Presidente Fernando Henrique Cardoso. A receita do sucesso, difícil ser praticada por muitos mortais comuns, se fundamenta num princípio que tem tudo a ver com a filosofia do filme “Como Água para Chocolate”, do mexicano Trueba: amor ao que se vai levar à mesa. Bem sabe o proprietário da casa, Marco Aurélio Costa, que somos o que comemos.

Muitas das grandes decisões de Brasília são tomadas ao redor de uma boa mesa. Novidade? Sim, se consideramos que, no caso da mesa do restaurante Piantella – o preferido, na Corte, tanto pelos mais nobres colunáveis quanto por aqueles que conjugam um bom padrão de vida com o privilégio do anonimato –, nada acaba em pizza, no sentido literal do termo. Foi assim com o processo de redemocratização, a candidatura de Tancredo Neves, as Diretas já, a elaboração da constituinte… E um tanto mais do qual nem todo mortal comum tem conhecimento.

Segredos da boa mesa, não duvide. Ou, mais ainda, de um ambiente sobre o qual dizer que é “especial” seria pouco, já que por ali as melhores impressões vão além de detalhes como o bom gosto do salão todo iluminado em âmbar, o requinte do ponto “Cozinhar é poesia” – resume ele, que, verdadeiramente, tem aí a pedra fundamental da Piantella. Marco Aurélio é dessas personagens marcantes como a protagonista de “Como Água Para Chocolate”, filme que nos traz um belo tratado sobre o amor devido à arte de lidar com o que se come, e que reforça a sabedoria milenar de que somos o que comemos. Foi assim que ele cresceu, observando a dedicação da mãe na elaboração de cada pequeno pão que entrava em sua casa – e, provavelmente, predestinado a passar para a frente este aprendizado vital que é o saber comer.

 

 

Esta vivência foi que ele levou ao Piantella, desde o início. E foi com ela    a cozinha impecável e a adega aristocraticamente correta. A história do Piantella, que começou como Tarantella e teve de mudar de nome em razão da existência de um homônimo do Rio – cá para nós, ficou bem mais original assim –, tem tudo a ver com o perfil de uma pessoa muito singular chamada Marco Aurélio Costa, empresário mineiro de descendência luso-italiana que já teve o privilégio de morar em Vitória e hoje ostenta um dos mais simpáticos corações candangos, que conseguiu assegurar à casa o status do mais badalado restaurante brasiliense – paixão de gente famosa como Ulysses Guimarães, que foi cliente assíduo e grande amigo de Marco Aurélio; de Luís Eduardo Magalhães, igualmente arrebatado pelo bom astral de casa e, também como Ulysses e tantos outros memoráveis cidadãos, já ausente deste chamado “mundo dos vivos”.

Tanto o pai da constituinte quanto o jovem presidente da Câmara dos Deputados figuram, na aguçada memória de Marco Aurélio, como as figuras mais respeitáveis que já passaram por lá. Talvez por essa característica rara tenham cumprido missão que para todo mundo pareceu tão rápida, haja vista a falta que fazem personalidades deste quilate no mundão nosso de cada dia. E fechemos parêntese: afinal, almas preciosas como a desses dois fazem parte da malha astral que compõe a originalidade do Piantella.

 

Marco Aurélio ao lado do Dr. Ulyssees e do então deputado federal Luiz Henrique Silveira

 

 

CONSTITUINTES, DIRETAS JÁ, CANDIDATURA DE TANCREDO NEVES: TUDO ISSO É UM TANTO MAIS FOI DECIDIDO E DISCUTIDO NOS MÍNIMOS DETALHES NÃO NOS ESCRITÓRIOS ELEITORAIS, MAS NO PIANTELLA, EXATAMENTE NESTA MESA ONDE TINHA CADEIRA CATIVA, O “VELHO” ULYSSES GUIMARÃES.

 

 

O que distinguiria, enfim, este disputado point no panorama brasiliense onde não faltam invejáveis casas de degustação? Com certeza, tudo começa com a simplicidade e o rigor que Marco Aurélio devota à sua arte maior – e que, com um vivo prazer, gosta de passar para a frente e ver dar frutos. Não é à toa que, nesse quase um quarto de século em que Piantella brilha no céu de Brasília – onde tantas estrelas têm duração efêmera –, o funcionário com menos tempo de casa tem por volta de oito anos. Vê-los crescer profissionalmente é um verdadeiro regalo para o dono da casa – que, aliás já acompanhou a ascensão de vários, e alguns chegou a mandar para especializações na Europa, como os sommeliers Chico e Emerson. Para ele, “garçom é um belo emprego”. E assim, com esse devido respeito que eles merecem, são tratados os seus.

      

É isso aí! Marco Aurélio, que sempre gostou de cozinhar e não consegue dissociar amor desse processo, pode contabilizar, hoje, aproximadamente 500 profissionais formados pela escola Piantella. “Você conhece as pessoas que têm aptidão” – afirma. Sem mais nem menos, pode-se dizer que este é o genuíno faro do coração. Porque, para gente como ele, nem bem o zelo que se deve desprender à hora de preparar os alimentos é suficiente: há que se ter amor a partir da hora em que se escolhe o que vai à mesa.

 “Quando você vai ao Ceasa, ao frigorífico ou a qualquer outro lugar onde se adquirem os alimentos, tem de ir com amor” – ensina. “É um princípio fundamental. Quando você vai comprar as coisas, tem de estar muito bem, porque, a partir daquele momento, já estará criando um vínculo com o alimento, e a possibilidade do prato sair excelente é muito grande”. O toque pessoal – e intransferível – é sempre a melhor recompensa para o cliente.

Antes de tudo filosófico, tal posicionamento é o responsável pelo sucesso de muita gente que virou sinônimo de boa degustação. Sem demagogia, o que Marco Aurélio transfere para seu funcionário, e que cai como um bom licor no gosto do cliente, é a lembrança de que se torna importante ter humildade diante do trabalho para fazê-lo com amor e, consequentemente, triunfar. O resultado, todo mundo conhece. “As pessoas passaram a gostar de comer bem e a apreciar uma boa bebida” – observa, lembrando, em tempo, que o consumidor brasileiro é um dos mais exigentes.

“Há quem aprecie a degustação e há aqueles que comem só para alimentar o organismo” – cita. “Lembra-se da expressão “comi como um cardeal”? Pois é… Tem a ver: os cardeais, sempre muito bem-tratados por todo mundo, eram aqueles que se dedicavam à degustação com toda calma, com tempo para apreciar uma boa mesa

Lugar onde se comia como um Cardeal

e digerir as iguarias que lhes eram oferecidas. Sabiam apreciar como se deve”. No Piantella, qualquer cliente come como um cardeal.

       Sem exagero, porque ostentação é palavra que não combina com o perfil da casa. Tudo ali reflete muito mais do que um restaurante de alta qualidade citado pela crônica nacional como o must panorama brasiliense, nem por isso Marco Aurélio deita-se na fama: ao contrário, mantém sua simplicidade mineira, cuida dos negócios com o mesmo amor devotado à família e faz dali, literalmente, uma extensão da sua casa.

       

Sabe que pode contar com a gente pelas mãos de quem tanto um talharim quanto um prato à base de ingredientes sofisticados vão chegar à mesa com o mesmo requinte. E é por essas características que mantém sua casa sempre in, com clientela cuja simples presença, para muita gente, significaria a ascensão decisiva no empreendimento. Só que para Marco Aurélio, independente de se tratar de uma Rainha Elizabeth ou de um cidadão comum que vai ao Piantella para comer bem, todo mundo é VIP. “Penso que o bom é comer bem sem ser explorado” – afirma. É ir e conferir.

São muitos os notórios que marcam a presença por ali. Mal comparando, o Piantella seria uma Confeitaria Colombo de Brasília. O ex-ministro da Economia, Delfim Netto, por exemplo, tem cadeira cativa lá todas as terças-feiras – mesmo dia escolhido pelo senador Miro Teixeira. O velho e bom Ulysses Guimarães, também, Fernando Collor de Mello e tantos outros, dentre gente da política e da high society… quem tem um bom gosto conhece e disputa lugar no Piantella. A cada um, a casa brinda com o mesmo carinho que distingue todos os seus comensais.

Marco Aurélio, se não sabe de imediato o gosto de cada um – pois é pessoa extremamente antenada e espiritualmente dotado de fina faixa de sintonia –, não demora a acertar. Há quem tenha dúvida: será que uma peça do menu que arrebentou o paladar de um cliente estará disponível da próxima vez, da mesma forma? “Sem dúvida” – afiança. Foi assim com diversas atrações do cardápio bem elaborado da casa – tanto que o famoso clube do pior, alusão ao aguardente de pêra com que Ulysses Guimarães se deleitava, após degustar um picadinho à moda e o sorvete de chocolate, nasceu ali.

Marco, Dr. Ulysses e Marcos Freire, político pernambucano que morreu em 1985 em um acidente de avião, quando era Ministro da Reforma Agrária

Tancredo Neves gostava de Campari e, vez por outra, de um vinho rosé às refeições. Ilustres representantes da república das Alagoas adoravam o Petit Liquorelli, que Ulysses Guimarães chegou a considerar “bebida de moça”. Collor, mais jovial, apreciava o Calvado, bebidas com notas de conhaque. Apresentado que foi ao drinque, o velho Ulysses deu seu veredito na lata: “Isso é bebida de louco!”. Marco Aurélio explica: “É porque deixa a gente alegre”.

Ulysses Guimarães, aliás, até hoje é uma lembrança das mais gratas na cabeça de Marco Aurélio. “Tínhamos uma relação de pai e filho” – recorda, os olhos miúdos ousados brilhantes lá em algum lugar do passado mais presente do que nunca. “Era uma pessoa íntegra, cumpridora de seus acordos e que, ao mesmo tempo, quando tinha que bater, batia firme. Tinha paixão por luta de box”.

Aécio, Jose de Alencar e Itamar Franco. Todos frequentadores
Com o cantor Zexé de Camargo, O gen. Pazuello e o governador Ibaneis

De Marco Aurélio, Luís Eduardo Magalhães também levou desta vida um carinho de amigo eterno. “Foi uma das pessoas maravilhosas que frequentou aqui” – lembra. A rigor, o Piantella pode ser visto como um país, no que este pode ter de mais revelador em seus bastidores. “Na época da ditadura, aqui só frequentava a oposição” – situa o empresário. “Quando veio a abertura, e depois a fase do diretas já, criou-se um clima para as pessoas frequentarem mais aqui”.

Ulysses Guimarães, conta, respeitava muito Luís Eduardo. “Três dias antes do impeachment de Collor, Ulysses reuniu aqui todos os líderes da câmara e do senado. Fez questão de Luís Eduardo ao lado dele. Luís Eduardo defendia Collor, mas durante toda reunião portou-se com a maior tranquilidade. Depois que ele saiu, desceram a lenha. Havia um profundo respeito por Ulysses, e o que acontece com Luís Eduardo é que era também uma pessoa sempre muito querida e respeitada em todos os setores da política”. Era, aponta, uma figura realmente muito especial.

Luís Eduardo Magalhães era a única pessoa que eu conheci que, após um voto em que a oposição perdia, chegava aqui e gozava as pessoas, mas fazendo uma gozação sadia, gostosa. Era um jovem que conjugava a política com algo que se chama fidelidade, dignidade e correção. Acordo que fizesse, cumpria – mesmo que fosse contra o presidente da república. Na época da CPI do Orçamento, o deputado Ricardo Fiúza, de Pernambuco, ia ser cassado. Luís Eduardo defendeu-o bravamente, e, à noite, esteve aqui. Eu disse: Luís, estou abrindo um Champanhe para comemorar sua dignidade e sua fidelidade para com seus pares. Se algum dia eu fosse político, gostaria de ser firme como você”.

      

Luís Eduardo Magalhães, frequentador e grande amigo

Assim é o Piantella, lugar onde aliás, muita gente que hoje forma um feliz casal se conheceu, “Há aqueles cujos filhos já conhecem e frequentam a casa; e até mesmo os que chegam a trazer os netos” – orgulha-se Marco Aurélio. Melhor dizendo: orgulha-se, não, alegra-se. Orgulho é o tipo de característica que não tem nada a ver com gente como Marco Aurélio Costa, uma qualidade aplausível e, convenhamos, um tanto rara em seu meio.

 Tanto dentro quanto fora do Piantella ele é o mesmo sujeito sensível e carinhoso que se dedica de todo coração à mulher Deliane e aos filhos Fabrício, Fabiana – estudante de Medicina em Cuba –, Flávia, Ana Carolina e Desirée, temporona cuja emocionante história de vida foi responsável pelo encontro de Marco Aurélio com a

filosofia e prática espírita. Mas esta, e tantas outras conversas, são páginas à parte do cativante livro que é “um país chamado Piantella”. Algo que, como acontece combons livros, mais do que uma leitura sadia, é uma morosa degustação.

Com Dr. Ulysses e esposa, Deliane, parceira e amiga de todas as horas

Que Ricco é esse?

 

“Em Euclides da Cunha, porém, o Pub Rico distorceu completamente o sentido desse tipo de bar. Num Pub legítimo, o ambiente é fechado e a música permite que as pessoas conversem, o Ricco entretanto, tem colocado para tocar, bandas cujo gosto, prefiro não comentar, pois, na altura e horário que às vezes, se estende entre de 18:00hs e 02:00h, até uma orquestra sinfônica incomodaria. ”

 

 

 

A Rua Otávio Mangabeira, em Euclides da Cunha, entre os anos 50 e 80, foi o objeto do desejo de dez entre dez famílias que atingiam um certo padrão social e/ou financeiro. Por esse mal projetado e imenso quarteirão de mais de 100m, que tem apenas um acesso intermediário, pela rua Benjamim Constant, passaram as mais importantes personagens da cidade, na segunda metade do Século XX. Daí o apelido de Rua do Rico. Mas não era exatamente a riqueza material que fazia a rua importante. Era o ativismo dos seus ilustres moradores. Além da sede da Prefeitura e da Câmara de Vereadores (e que vereadores!), era o lar de professores, políticos, comerciantes, juízes, promotores e médicos. A fina flor da sociedade local.

 

 

Em um dos seus endereços, morava uma figura folclórica; D. Pombinha, viúva do Sr. Silva Lima. A frente da casa era coberta de  arbustos dando ares de mistério, onde ela habitava com seus cães e segundo a lenda, no quintal, “criava urubus”. Toda tarde, vestida de Negro, D. Pombinha ia até o Cemitério de São José, onde diante do túmulo do falecido, dirigia-lhe inúmeros impropérios, pois descobrira que o finado, não teria sido exatamente, um marido fiel.

 

 

 

 

 

A cidade de Euclides da Cunha, infelizmente, não tem memória. Em respeito aos que ali viveram e tanta contribuição deram, à terra, além dos que ainda continuam vivendo lá, muitos deles, nonagenários, como Paulo Marques, Prof.ª Luti, D. Pequena de Nezinho Vitor, Prof.ª Antonietinha, ou mesmo D. Eurides, essa uma octogenária, esse trecho histórico da cidade, merece um cuidado maior das autoridades. O belo casario, quase todo ele construído a partir de plantas do saudoso Prof. Teófilo Paiva Guimarães, vai aos poucos se transformando em pontos comerciais sem qualquer critério, a iluminação é ruim e, por ser a única das principais ruas da cidade que não receberam asfalto, o calçamento em paralelepípedos, deveria receber melhor conservação.

 

Pois, na casa onde viveu D. Pombinha, funciona há alguns meses o Pub Ricco. Pub, é uma abreviação do inglês public house, cujo significado é casa pública, e designa um tipo de bar muito popular no Reino Unido, República da Irlanda e outros países de influência britânica, onde são servidas bebidas (principalmente alcoólicas) e comida ligeira. Distingue-se de outros bares por manter o estilo medieval com pouca iluminação, o que o transforma num ambiente muito acolhedor. É o local ideal para beber uma cerveja após o trabalho ou ponto de encontro de amigos para conversar. Em alguns pubs é possível ouvir música ao vivo, assistir a jogos de futebol ou jogar sinuca, por exemplo.

 

 

Em Euclides da Cunha, porém, o Pub Rico distorceu completamente o sentido desse tipo de bar. Num Pub legítimo, o ambiente é fechado e a música permite que as pessoas conversem, o Ricco entretanto, tem colocado para tocar, bandas cujo gosto, prefiro não comentar, pois, na altura e horário que às vezes, se estende entre de 18:00hs e 02:00h, até uma orquestra sinfônica incomodaria.

 

A Lei do Silêncio, não vale apenas a partir das 22 horas. Na verdade, mesmo durante o dia, os ruídos que ultrapassam um determinado número de decibéis (que pode variar de município para município) já podem estar sujeitos a penalidades.

 

Mesmo se o seu comércio só fica aberto no período diurno, também deve ficar atento ao nível de ruído, à localização do seu estabelecimento, dando preferência a locais que estejam fora dos bairros estritamente residenciais ou com casas próximas) e também à acústica do espaço, que sempre deve conter itens para a vedação sonora (como paredes e janelas com materiais especiais). Ora, o Ricco é um espaço aberto e funciona junto com um posto de lavagem de automóveis. Para os vizinhos, é como se uma banda estivesse tocando no meio da rua. A proposta de animar um lugar tão desprovido de diversão e movimento, é muito interessante, mas não incomodando a vizinhança como vem acontecendo desde da sua abertura.

 

 

 

Nos links da página, você vai encontrar áudios captados a cerca de 50 metros do local. Na última sexta-feira dia 02/09, por exemplo, além do som em volume absurdo, por volta de 03:00hs, houve mais uma briga, com muitos gritos e ameaça de faca, além de acidentes de carro que já aconteceram na madrugada.

 

O Ministério Público, sempre atento, precisa avaliar o caso e o ilustre prefeito Luciano Pinheiro, um dos frequentadores do local, precisa repensar ao alvará de funcionamento da casa que tanto incomodo representa para aqueles que têm direito ao sossego!

 

                                                                                                                     Celso Mathias

 

 

Porque vou votar em Bolsonaro

Nunca votei no PT e não votei no Fernando Collor, que era à época, a antítese daquele partido. Votei no Aécio. Foi um voto errado, embora naquela oportunidade, parecesse correto. Como não tenho bandido de estimação, ainda espero que um dia, o neto de Tancredo pague pelos crimes que cometeu.

Meu voto sempre foi pensando no melhor para o país. Nunca me atrelei indefinidamente a nomes ou ideologias. Na juventude, bebi em “O Capital, viajei nas palavras de Karl Marx e, ainda ginasiano, colega de sala do João Santana (aquele mesmo que em determinado momento, transformou-se no mais importante marqueteiro do país), me lembro de ter desfilado pelas ruas de Tucano, estampando no peito, camisetas com imagens de Che Guevara e uma muito especial com o rosto de Fidel Castro e a frase: “Sou Fidel, não tenho medo dos Estados Unidos”. Quanta bobagem! “Quem não foi comunista até os vinte anos não tem coração, quem é depois dos trinta não tem juízo”, teria dito Carlos Lacerda, copiado por outros líderes, no decorrer dos últimos 60 anos.

 

Collor, que conheço bem de perto, apoiado pela Rede Globo, hipnotizou milhões de brasileiras e brasileiros com seu discurso hipócrita, com o mesmo tom do discurso utilizado até hoje por Lula, que involuiu para uma mistura de Getúlio Vargas com pitadas de Hitler. Tudo e todos, muito retrógados, como o pensamento deles.

 

Aí chegou esse capitão tosco e briguento que demorei a conseguir avaliar. Em um primeiro momento, cheguei a acreditar, que o governo dele acabaria com a saída do Sérgio Moro. E pensei: esse será meu candidato à sucessão de Jair Bolsonaro. Moro, a quem o Brasil deve muito, precisa entrar em uma boa escola de política. De preferência, uma que não deforme como os atuais políticos.

 

É muito agradável beber um bom vinho ao lado do ex-presidente FHC. Já tive oportunidade de fazer isso e já votei nele. Hoje, não voltaria a fazê-lo. Ele, de comum acordo com os líderes do Foro de São Paulo, preparou o país para dar de presente à esquerda.

 

 

Resolvi então, que votaria em Jair Bolsonaro para não votar no Lula. Votaria até no eterno Eymael. Afinal, tenho os acordes da “musiquinha” dele trinando nos meus ouvidos. Mas o tempo foi passando e comecei a observar melhor as ações de Bolsonaro e, embora concluindo que jamais apreciaria comer farofa com ele em algum botequim, ou pão com leite condensado, passei a entender como funciona o cérebro daquele que alguns consideram meio louco. Ele é inteligente, arguto e autêntico. Para continuar presidente, teve que se aliar ao Centrão e o fez estabelecendo regras que nenhum dos seus antecessores conseguiu estabelecer. Ficou longe de Renan, Aziz, Barbalhos, Otto Alencar, Randolfe, Sarney e tudo o que há de pior na política Nacional. Fez o possível.

Bolsonaro extinguiu milhares tetas e mamatas que garantiam o apoio de alguns setores da sociedade, notadamente a classe artística e setores da imprensa. Profissionalizou o gerenciamento das empresas públicas, cortou as mordomias que ministros dos tribunais superiores recebiam, por exemplo, da Itaipu Binacional.

Enfrentou a pandemia e junto com ela uma quadrilha de oportunistas que tentou por todos os meios roubar o dinheiro destinado à saúde, ou catapultar-se para voos políticos mais altos. Os adversários dele, em nenhum momento pensaram em salvar vidas. Procuraram de todas as formas desacreditar o governo e suas ações, além de derreter a economia do país. O resultado está aí, apesar dos lamentáveis milhares de perdas de vidas que ocorreram, não só no Brasil. Mas em todos o planeta, o círculo da pandemia se fechou, a população está vacinada e Economia do Brasil pós pandemia, apesar dos, “mas” da imprensa engajada, consolida-se entre as melhores do mundo.

Além da guerra sem tréguas que o ”establishment” trava contra o Presidente da República, tratado por “Bozzo”, “genocida”, “homofóbico”, e “misógino”, entre outros adjetivos, embora tentem, ainda não conseguem chama-lo de ladrão!

O mesmo ”establishment” esqueceu as inúmeras condenações de Lula por roubo do dinheiro público, esqueceu dos bilhões desviados do BNDES para financiar ditaduras, dos bilhões roubados da Petrobras, das mentiras que ele confessa ter contado para ganhar espaço político, como por exemplo, afirmar em Paris, que o Brasil tinha 25 milhões de meninos de rua,

das frases homofóbicas como: “pelotas é exportadora de viados”,

https://www.youtube.com/watch?v=ndYSSTFZ15k

PELOTAS EXPORTA VIADOS

onde estão as mulheres de grelo duro do nosso partido”? E ainda, absurdos como: “ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse

monstro chamado corona vírus. Porque esse monstro está permitindo que os cegos comecem a enxergar que apenas o Estado é capaz de dar solução a determinadas crises. ”

Fechando o pano, Lula é o homem que em entrevista à Revista Playboy sobre quais líderes admirava, citou figuras como Tiradentes, Gandhi, Che Guevara, Fidel Castro e Mao Tsé-tung. Sobre Hitler, disse que ‘mesmo errado’, tinha aquilo que ele admirava em um homem: “O fogo de se propor a fazer alguma coisa e tentar fazer”. Mas a lista de admirados e parceiros do homem que quer voltar a ser presidente da república, não acaba aí. Ainda tem além de Fidel Castro, Niciolás Maduro, Assad, Ahmadinejad, Hugo Chaves e Muammar al-Gaddafi. É pouco?

Lula hoje é um milionário, nos padrões das famílias Castro – Cuba, Famílias Maduro/Chaves- Venezuela e de dezenas de outros ditadores de esquerda pelo mundo a fora. Tem alto padrão de vida enquanto acusa a classe média de gastar muito e ter três aparelhos de TV em casa, quando só precisa de apenas um. “Descondenado. Engana descaradamente os seus seguidores, como vem fazendo há quase quatro décadas.

Esse é um olhar singelo sobre os dois candidatos, mas que me fizeram optar pelo voto em Bolsonaro, não apenas para não votar em Lula. Mas porque Bolsonaro é hoje, o melhor para o Brasil!

 

 

                                                                              Celso Mathias – Federação Internacional dos Jornalistas – FIJ BR 13194 

Uma obra que não pode morrer

 

Em 1993, já no final da carreira como membro da Polícia Militar da Bahia, Edmilson Santos Ferreira de Carvalho, O Zé da Lode, era portador de uma enorme bagagem de conhecimento do seu povo. Conhecia todas as feridas da sociedade. Sabia onde estava a miséria, o crime, as injustiças; a dor! E foi essa bagagem que o levou inicialmente a participar da Sociedade dos Vicentinos, instituição de caridade ligada à Igreja Católica e com forte atuação no município. Mas isso ainda era pouco para ele. Junto com um grupo de amigos, teve a ideia de, com o objetivo de tirar crianças da rua, criar uma Guarda Mirim. O projeto consistia em colocar essas crianças em sala de aula e, ajudado por amigos, ex-colegas e ex-professores, baseado na disciplina militar que lhe ensinou a ser cidadão, ministrar aulas de boas maneiras, civismo e cidadania. Os cursos duravam doze meses e as crianças eram aproveitadas para trabalhar no comércio local durante quatro horas diárias recebendo 45% do salário mínimo, valor esse estipulado pelo Juiz de Direito da época.

Com a ampliação do número de crianças participantes, em 2000, Zé da Lode foi convocado pelo juiz Obed Bento de Araújo Miranda e pelos promotores David Galo e Luciano Silva Assis, para prestar esclarecimento sobre seu trabalho. A partir da primeira audiência, recebeu total apoio das autoridades judiciárias que inclusive lhe orientaram para criar uma instituição que desse cobertura àquela atividade, o que resultou na fundação da ACACEC-Associação da Criança e do Adolescente da Comarca de Euclides da Cunha. O próprio juiz e o promotor lhe orientaram na confecção dos estatutos e passaram a ajudar com subvenções oriundas de multas.

A Guarda Mirim cresceu e aquelas crianças que muitas vezes estiveram nas ruas cometendo infrações, agora estavam impedindo que outras crianças fizessem o mesmo. A realidade já era palpável. Na rua, cerca de setenta Guardinhas uniformizados, exerciam a cidadania e ainda levavam para casa um salário justo pelas quatro horas de trabalho.

Em 2003, de passagem por Euclides da Cunha, uma fiscal do Ministério do Trabalho notificou a ACACEC para comparecer à sede de Salvador para prestar esclarecimentos sobre o que ela considerou “trabalho que violava o Estatuto da Criança e do Adolescente”. A notificação gerou um clamor geral da sociedade local, conhecedora do trabalho da ACACEC. Mobilizaram-se pais, autoridades, políticos, comerciantes e solicitaram da autoridade maior da Delegacia Regional do Trabalho, uma audiência pública em Euclides da Cunha, o que foi atendido com a presença do procurador Jairo Sento Sé, que, apesar de considerar que as atividades da ACACEC e comerciantes eram incompatíveis com o Estatuto da Criança e do Adolescente, concluiu da boa-fé dos seus diretores e cancelou todas as notificações. Entretanto, estava desfeito sonho da Guarda Mirim.

Instrumentos musicais esperando futuros músicos

 

 

 

 

Mas não estava desfeito o sonho de proporcionar àquelas crianças um futuro melhor.

 

 

 

 

 

A partir daí, Edmilson passou a criar oficinas que pudessem prepara as crianças para a vida colocando-as em convívio saudável e lhes ensinando alguma profissão.

Através de doação feita pela Sociedade dos Vicentinos da qual Zé da Lode fora membro, a ACACEC recebeu na localidade de Chão Vermelho, nos arredores da sede do município, uma área de cinco mil metros quadrados onde “como formiguinhas” foi se construindo a sede da instituição. Inaugurada em 2010, a sede conta com quatro pavilhões que somam aproximadamente 1.500m², onde foi instalado: biblioteca, auditório, salas de aula, cozinha, refeitório, almoxarifado, alojamentos,

 

masculino e feminino, cada um com vinte leitos, além de uma horta orgânica, e campo de futebol.

O projeto que a burocracia legal quase minou, transformou-se num modelo disputado por centenas de crianças que frequentaram aulas de informática, escola de música, oficinas de corte e costura e, além da própria Guarda Mirim, uma escolinha de futebol que chegou a contar com mais de setecentos alunos, alguns deles já selecionados pela escolinha de futebol do Esporte Clube Bahia. Um detalhe de enorme importância, é que para frequentar a ACACEC, o aluno teria de estar na escola regular, ter boas notas e comportamento exemplar.

 

10 máquinas de costura de última geração acabam de chegar na ACACEC

O que é a ACACEC Hoje – Pois, o tempo passou, os apoios foram se tornando escassos. Mesmo assim, com recursos próprios e a ajuda de alguns empresários locais, o projeto foi levado à frente, contando no início da pandemia, com a frequência de mais de cem crianças e adolescentes. Durante os dois anos seguintes, as atividades foram suspensas e a manutenção das instalações foi custeada, praticamente com os recursos do seu fundador. Atualmente, a ACACEC está atendendo, com enorme dificuldade, um pequeno número de alunos, mas falta o básico para que se mantenha em funcionamento. A organização sem fins lucrativos que já teve uma grande participação no dia-a-dia da cidade, com sua bem-educada guarda mirim, que promoveu por vários anos o “Natal Solidário”, levando um sorriso ao rosto de tantas crianças humildes, que acolheu e orientou centenas meninas e meninos que hoje são bons profissionais, pais e mães de família que poderiam ter escolhido o caminho da marginalidade, hoje vive dias difíceis. No final da semana passada, entretanto, surgiu uma nova luz no final do túnel, que pode trazer melhores dias à associação e às criança e adolescentes, os grandes beneficiários da organização. A CODEVASF- Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba, através de uma emenda parlamentar, doou à ACACEC, 10 máquinas de costura, 400 metros de tecidos e acessórios para a montagem de uma pequena indústria de confecção, além de equipamentos para a montagem de uma moderna padaria.

Uma padaria completa também chegou à ACACEC e agora precisa de recursos para ser instalada

O sonho de Edmilson Carvalho, que na juventude foi padeiro na melhor panificação da cidade, é produzir pães sem aditivos químicos para atender aos alunos da ACACEC e vender o excedente, gerando renda para a manutenção da entidade. Montar também uma pequena fábrica de confecções, que além de gerar renda, servirá, assim como a padaria, para a formação de mão de obra. Para isso, é necessário conseguir, através doações, o dinheiro para a instalação desses equipamentos.

 

Há também a necessidade de se montar um infocentro, reorganizar a biblioteca e recriar a sinfônica, já que a associação conta com diversos instrumentos musicais ainda encaixotados.

Apesar de enfrentar problemas de saúde e a falta de recursos financeiros, Carvalho está confiante na boa vontade do povo de Euclides da Cunha e até da Bahia, para manter vivo o projeto que ocupa boa parte da sua vida e dá uma enorme contribuição à sociedade com esse apoio aos jovens menos afortunados.

 

 

“Conto com todos vocês para retomarmos as ações da ACACEC. Vamos ensinar corte e costura, montar nosso infocentro, nossa sinfônica e fazer pão, tendo como ingrediente principal, o amor”, afirma Edmilson.

 

 

 

Pois é Edmilson, “a felicidade de grandes homens consiste em levar amor e solidariedade a quem necessita”.

Como você pode contribuirCom apoio de Jackson Bike, a ACACEC está rifando uma Bicicleta Houston Foxer Hammer 21 Marchas Aro 26. O Sorteio será feito no dia 19 de setembro, aniversário de Euclides da Cunha. Os bilhetes custam apenas R$10 e podem ser adquiridos através do WhatsApp 75 99998-0666 e 75 99954-0254.

 

 

VOCÊ TAMBÉM PODE FAZER UMA DOAÇÃO ATRAVÉS DO PIX 06080636 0001 77, CNPJ DA ACACEC.

 

                                                                                               By Celso Mathias