Precariado: A Nova “Classe Perigosa”

 

Você já ouviu falar do precariado? A nova classe social considerada perigosa? Eu diria que existe até mesmo alguma chance de você se descobrir como um de seus integrantes. Aliás, este é o meu caso. Guy Standing, um economista bastante respeitado, lançou, em 2011, um livro intitulado The Precariat: The New Dangerous Class. É deste livro que vou falar, sobre as ideias e conceitos ali descritos há mais de uma década, observações e previsões de cenário que o tempo não desmentiu. O fenômeno é mundial. No Brasil, é aferível: 37,7% da população trabalha “na informalidade”, enquanto 39,4 milhões têm “carteira assinada”, segundo dados recentes do IBGE de 30/12/25. Portanto, saber reconhecer o precariado e avaliar os seus perigos pode nos ajudar a entender melhor essa nova classe à qual temos boa chance de pertencer.

Quem é o típico integrante do precariado? Eu diria que ele é alguém que está socialmente exposto, se não mesmo desprotegido. Não falo de miséria, mas de vulnerabilidade. Isso acontece por conta de vínculos cada vez mais flexíveis nas relações de trabalho, que o expõem às desigualdades produzidas por uma globalização econômica sistêmica e implacável.

Eu poderia dar muitos exemplos. Mas estou certa de que você tem amigos diplomados que hoje trabalham com aplicativos. Outros viraram entregadores. Conheço professores demitidos de universidades que não encontram mais emprego e que passaram a produzir conteúdo nas redes. Todos, como eu, se sentem “produzindo”, como de fato estão. Nenhum se considera “desempregado”. Trabalham mais do que antes, dormem menos e não sabem quanto receberão no fim do mês.

Particularmente, não consigo reduzir tanta gente a estatísticas. Estas, contudo, confirmam, de forma categórica, que doutorado não paga contas. Estou nessa lista? Devo admitir que sim. Não me lembro do que são férias nem viagens e meu sonho de felicidade hoje é ver todos os meus boletos pagos antes do dia 10.

Como compreender essa nova classe em formação? Por que ela surge e o que a produz? Quais são seus impactos sociais e econômicos? Que respostas de natureza política poderiam ser formuladas diante de um fenômeno com efeitos econômicos, sociais e culturais amplos? E, sobretudo, estaremos mesmo diante de uma “classe perigosa”?

O precariado é uma classe social emergente, portanto, nova. Não se trata mais do velho proletariado tradicional, que ocupa as páginas de velhos compêndios de economia. Tampouco se trata da fila do desemprego, que reunia jovens sem qualificação e sem experiência. A precariedade da qual falo inclui atividades laborais temporárias, baixa remuneração, trabalho a tempo parcial forçado e a ausência de direitos trabalhistas sólidos.

O precariado cresceu significativamente nas últimas décadas. Por quê? Por conta de um mercado de trabalho cada vez mais flexível, da terceirização, dos efeitos de um capital investido com o objetivo de baratear custos da mão de obra e, ainda, de uma cultura alienante do ponto de vista político e social. Vivemos “cada um por si”. E esta é a fórmula clássica que mais estimula a competitividade. Em compensação, a solidariedade é cada vez mais desestimulada. Não há pertencimento coletivo. O velho proletariado funcionava de modo diferente. Firme no chão da fábrica, o orgulho sindical gerava e fortalecia a consciência de uma classe formada por quem não dispunha nem de crédito nem de máquinas — apenas da própria força de trabalho. Moviam-se informados pela rádio peão, desafiavam patrões e alguns até sabiam quem era Marx.

O precariado, porém, não nasce da solidariedade, mas da dispersão. Seus integrantes têm formações e habilidades variadas e vêm das mais diferentes camadas sociais. Vendem seu tempo e sua força de trabalho de modo individual e competitivo. No precariado não há nós, mas eus à deriva, ora voltados a mobilizações progressistas, ora extremistas.

A insegurança constante ― medo de perder o trabalho ou o status social ― gera estresse diário e deslocamento interno. O precariado não tem tempo. Vive sob pressão. Sem raízes nem pautas previsíveis, essa pressão individual produz frustração acumulada. Quando atinge grupos inteiros, provoca anomia social que se alastra sem laços sólidos de pertencimento.

A fragmentação destrói vínculos identitários. Isso ocorre quando o velho orgulho coletivo de uma conquista comum desaparece. No lugar dele, surge a necessidade de validação individual pelo consumo, que alivia temporariamente a vulnerabilidade emocional, mas também estimula o isolamento e o descompromisso político. Coletivamente, a massa precarizada oscila entre a apatia e os extremismos, porque não tem referências materiais ou culturais compartilhadas.

Essa interrelação mostra que o precariado não é apenas uma questão econômica. É um fenômeno social, psicológico e cultural, que exige respostas nos planos da economia, da saúde e da política.

O precariado difere radicalmente das antigas categorias estudadas pela psicologia das multidões, como anarquistas, sindicalistas e outros grupos tradicionalmente marginalizados. Entender esse fenômeno emergente ajuda a interpretar a dinâmica social e psicológica que define o nosso tempo: uma contemporaneidade em que a insegurança não se limita à economia, porque se projeta coletivamente e afeta identidade, solidariedade e estabilidade social.

Entre as respostas no campo político, Standing defende a proteção do trabalho e a instituição de uma renda básica universal. Em termos mais amplos de projeto social, ele propõe o fortalecimento de uma democracia deliberativa capaz de estimular a solidariedade.

Desde a publicação da obra em 2011, muitas das previsões e análises de Standing sobre o precariado se confirmaram e tornaram-se evidentes no cenário global. A precarização do trabalho não para de crescer, seja pela flexibilização dos vínculos laborais, seja pela expansão do trabalho temporário, pela informalidade, pela pejotização ou pela terceirização.

As desigualdades socioeconômicas se intensificam cada vez mais.

Uma classe perigosa? Será?

Standing pensa que sim.

O precariado convive com a insegurança econômica, social e identitária. Coletivamente, da mistura desses três ingredientes surgem estados de ansiedade, alienação e frustração. Ansiedade porque o tempo não se traduz mais em horas trabalhadas e pagas. Há tarefas a cumprir em prazo certo. A alienação é óbvia e circunstancial, porque não há nada além da meta. A frustração completa o quadro: para cada meta cumprida, há outras a cumprir.

Os membros do precariado sobrevivem em um limbo laboral. Muitos deles possuem competência, inclusive acadêmica. Contudo, sem estabilidade e garantias mínimas, tornam-se mental e politicamente vulneráveis. Expostos à exclusão, desenvolvem ressentimentos. Não é raro que manifestem aversão a migrantes e a outros grupos vulneráveis. Além disso, podem ser suscetíveis a apelos extremistas. Para Standing, é aí que reside o perigo: trata-se de uma classe potencialmente reacionária, cuja fragmentação interna pode levar à hostilidade.

Standing observa que o precariado é, muitas vezes, um denizen: alguém com direitos limitados, e não um citizen, um cidadão com garantias legais, sociais e políticas. Como denizen, ele vive à margem do reconhecimento formal, sem segurança plena ou identidade estável. Sem políticas públicas, essa classe, exposta ao descrédito e à desesperança, pode alimentar crises sociais e políticas significativas.

Como vimos, não se trata mais dos desempregados tradicionais. O precariado inclui trabalhadores qualificados, que sustentam uma performance constante e enganosa, trabalhando sem descanso em sucessivos ciclos de esgotamento e ansiedade. Contudo, nem sempre há a percepção da exploração. Standing afirma que o sistema — vamos chamá-lo assim — convence os integrantes do precariado de que são competentes, ativos e produtivos. Essa convicção gera a sensação de que estão no controle: uma ilusão performativa proporcional à sua vulnerabilidade intelectual e emocional, que os torna suscetíveis ao consumo de ideias e favorece sua adesão a narrativas extremistas, tanto políticas quanto culturais.

 

Não há revolta aberta, mas o orgulho de dar conta de tudo, de antecipar metas, à luz da liberdade de não ter patrão. A experiência do poder abissal está em ser produtivo até a dor, eficiente até a enxaqueca. O precariado internaliza o sistema, porque ele vai além da aceitação. O que foi imposto de fora passa a ser reproduzido por dentro. A submissão é percebida como autonomia, resultando daí um novo tipo de alienação: consciente e solitária, porém perigosa coletivamente. Ele internaliza a disciplina e a autovigilância. Fiscaliza a si mesmo, cobra-se resultados, mede o próprio valor pelo desempenho. Exaustão é prêmio. Descanso é culpa. Pense nesse padrão psicológico, reproduzido em larga escala, e você terá como resultado uma sociedade que faz da ansiedade a própria força de trabalho. Transformar o sofrimento em virtude gera sobrecarga identitária.

O precariado não se rebela. Ele produz. E, disso tudo, surge uma refinada forma de alienação, que dissolve um conflito criando outro, que funciona pelo lado de dentro das pessoas. Quando uma coletividade inteira começa a operar exatamente como opera o algoritmo que a oprime, há perigo social. O esgotamento deixa de ser um sintoma individual e passa a configurar um modo coletivo de funcionamento.

Enfim, não se trata apenas de conceitos ou tendências políticas.

O precariado não nasce de uma escolha individual. Ele é fruto de um sistema que desloca, fragmenta e desgasta. Há sempre alguém ali — com medos, desejos e urgências que não encontram respostas nas instituições nem nos discursos tradicionais.

Penso que compreender o nosso tempo é um passo inadiável. Mais do que temer o precariado, importa entender o que ele significa nessa nova sociedade que todos nós, querendo ou não, integramos e ajudamos a criar. Se o precariado é ou não uma classe perigosa, a história dirá. A meu ver, importa, sobretudo, que ele seja consciente. Enquanto isso, seguimos produzindo, performando e pagando nossos boletos antes do dia 10.

                                                                             Por Maristela Bleggi Tomasini

Em Euclides e No Mundo

 

Delicioso e eclético, o restaurante Refúgio — anexo à Casa do Porto São Paulo. Antônia Doukas, sempre elegante e hoje residente em Atenas, em um dos importantes registros da sua trajetória no Brasil, ao lado do Rei Pelé. O paladino Dino, ministro Flávio (STF) decidiu que a aposentadoria compulsória não pode mais ser usada como punição. Dois momentos marcantes na trajetória do meu amigo Ubirajara. Trajetórias semelhantes: ambos iniciaram na Polícia Civil como delegados. Luiz Henrique Costa desfruta de merecidas férias de Carnaval na companhia da esposa, a procuradora de Justiça Ana Carolina Tinelli. Geraldo Moraes Moreira é um euclidense honorário: nasceu na Paraíba, mas cresceu aqui, passando a infância e a adolescência no município. Jorge Mota conclui, nos próximos meses, mais uma obra de grande porte no centro de Euclides da Cunha. Naina Carvalho é um exemplo vivo de amor pela profissão e de compromisso com a saúde pública. Um paciente procurou a Farmácia Plantão e pediu ao farmacêutico Erivaldo Moreira uma sugestão de medicação para gripe. Há cerca de cinco anos tenho utilizado os serviços da Fenandotec e minha experiência tem sido muito positiva.

Armindo Albuquerque e Zé Dirceu

 Eclético – Delicioso e eclético, o restaurante Refúgio — anexo à Casa do Porto São Paulo — destaca‑se pela cozinha extraordinária, que transita por diversos estilos e tem na culinária mineira um dos seus grandes destaques. Entre os pratos mais celebrados da casa está o arroz na brasa, preparado com técnica apurada e ingredientes selecionados, que atrai paladares exigentes e clientes fiéis.

Em uma visita recente, o senador Sérgio Moro foi recebido pelo Velho do Vinho-Péricles Gomes, para provar essa especialidade, apreciando o ambiente acolhedor e a proposta gastronômica da casa. Na mesma noite, em mesa à parte, meu amigo Armindo Albuquerque — renomado advogado potiguar e também produtor de vinhos, em especial, os espumantes — conversava animadamente com o influente Zé Dirceu. O diálogo girou em torno da sucessão política no Rio Grande do Norte; segundo informações, um dos assuntos tratados foi a possível saída da governadora Fátima Bezerra para disputar uma vaga ao Senado. A combinação de boa comida, vinhos selecionados e conversas de alto nível transforma o Refúgio num ponto de encontro onde sabores e temas relevantes se entrelaçam, proporcionando experiências memoráveis tanto à mesa quanto nos bastidores.

Boas lembranças — Antônia Doukas, sempre elegante e hoje residente em Atenas, em um dos importantes registros da sua trajetória no Brasil, ao lado do Rei Pelé em um evento social. Então Embaixatriz da Grécia no Brasil, sua residência em Brasília foi durante anos ponto de encontro da alta vida política e diplomática, reunindo autoridades, intelectuais e artistas para debates e recepções memoráveis. Carismática e de trato refinado, Antônia deixou marca pela hospitalidade e saber diplomático; embora distante, continua presente nas lembranças — uma figura que nos faz falta e que simboliza um elo entre culturas.

Cortina de fumaça – O paladino Dino, ministro Flávio (STF) decidiu que a aposentadoria compulsória não pode mais ser usada como punição principal para casos de violações graves, determinando a perda definitiva do cargo, salários e vantagens. Regra que deveria existir, desde o dia que inventaram o “Juiz”. Sim, a regra não vale para os ministros do STF. Me engana que eu gosto!

Grandes momentos – Dois momentos marcantes na trajetória do meu amigo Ubirajara “Bira” Formiga: ao lado do irmão Marcone Formiga e do deputado Inocêncio de Oliveira — então Presidente da Câmara dos Deputados e Presidente da República em exercício. Bira, como é carinhosamente conhecido entre os amigos, foi o principal assessor de Inocêncio. Marcone, hoje afastado das atividades profissionais, destacou‑se como um brilhante jornalista e foi editor da prestigiada revista Brasília Em Dia. Na sequência, Bira aparece com o jornalista Boris Casoy, um verdadeiro ícone da nossa imprensa.

Paralelos — Trajetórias semelhantes: ambos iniciaram na Polícia Civil como delegados e, ao longo do tempo, passaram por diversos partidos, com posições majoritariamente no centro e na esquerda. Eleitos para o Senado, construíram mandatos marcados por contradições. Agora, em busca da reeleição, apostam em pautas que rendem votos, independentemente de coerência ideológica. Se permanecerem no cargo, correm o risco de consolidar a mesma trajetória de falta de confiança junto aos seus pares!

Celebrando a vida – Luiz Henrique Costa, que foi delegado da Polícia Civil em Euclides da Cunha e hoje exerce o cargo de delegado federal em São Paulo, desfruta de merecidas férias de Carnaval na companhia da esposa, a procuradora de Justiça Ana Carolina Tinelli. O casal percorre várias cidades da Colômbia, entregando-se ao prazer de descobrir novos sabores e experiências gustativas. No roteiro estão visitas a vinícolas e restaurantes que privilegiam a enogastronomia local, além de pausas para degustar excelentes charutos em ambientes apropriados. Entre passeios culturais, encontros com a hospitalidade colombiana e momentos de descanso, há também muita conversa, risos e celebração da vida — um refúgio para recarregar as energias e colecionar memórias a dois.

Cidadão de Ribeirão Preto – Geraldo Moraes Moreira é um euclidense honorário: nasceu na Paraíba, mas cresceu aqui, passando a infância e a adolescência no município antes de migrar para São Paulo ainda jovem. Na capital paulista ingressou como soldado na Força Pública e, por concurso, galgou a carreira até o posto de tenente-coronel — uma trajetória brilhante. Outro dia, ao falar sobre o pai, o prático-dentista Aurino, contou-me emocionado que, quando alguém o abordava para saber qual era a patente atual de seu filho na corporação, respondia com ar blasé: “Rapaz, nem sei — ele recebe uma nova promoção todo dia.” Hoje, o paraibano/euclidense, curte merecida aposentadoria na agradável Ribeirão preto.

 

Rápido e discreto – Com empreendimentos em diversas áreas — com destaque para a locação de imóveis de alto padrão para bancos e grandes lojas — o discreto empresário Jorge Mota conclui, nos próximos meses, mais uma obra de grande porte no centro de Euclides da Cunha, nas imediações das Casas Bahia, mais um imóvel do seu portfólio. A construção avançou em ritmo acelerado e está sendo finalizada em tempo recorde, sempre com respeito à vizinhança, evidenciando a cautela e a postura moderna do empreendedor. Merece registro!

Um grande exemplo – Naina Carvalho é um exemplo vivo de amor pela profissão e de compromisso com a saúde pública. Atuando como agente comunitária na Prefeitura de Euclides da Cunha, ela realiza, dia após dia, um trabalho essencial e de enorme sensibilidade: visita incansavelmente as residências da região central da cidade para acompanhar e avaliar as condições de saúde de cada membro das famílias que atende. Profissionalismo, carinho e perseverança são qualidades que definem sua atuação. Naina Carvalho é, sem dúvida, um modelo a ser seguido — uma referência de serviço público que inspira colegas e moradores e contribui diretamente para o bem-estar da população.

A importância da prática — Um paciente procurou a Farmácia Plantão e pediu ao farmacêutico Erivaldo Moreira uma sugestão de medicação para gripe. Erivaldo recomendou um tratamento de quatro dias com três medicamentos. O paciente optou por outro caminho e usou, durante oito dias, uma terapia diferente, sem obter qualquer resultado. Em um encontro casual, o jovem e competente endocrinologista e clínico geral Daniel Oliveira indicou exatamente a mesma medicação sugerida pelo farmacêutico, também por quatro dias. Resultado: cura total da forte gripe.

Altamente recomendado — O setor de prestação de serviços, na maior parte das cidades do interior da Bahia, costuma ser um verdadeiro calcanhar de Aquiles. Eu, por exemplo, já perdi dois aparelhos de ar‑condicionado seminovos por conta da desonestidade — ou, no mínimo, da falta de responsabilidade — de quem se apresentou como técnico. Há cerca de cinco anos tenho utilizado os serviços da Fenandotec e minha experiência tem sido muito positiva: preços justos, pontualidade e flexibilidade no momento de ajustar as formas de pagamento. Recomendo fortemente!

Fechando a quinzena, Meus queridos amigos, Aída e Zezé Bastos, comemorando a todo vapor os 78 dele, como duas crianças. Saúde e sorte, queridos!

 

                                                                          Por Celso Mathias 

Frente a Frente: Eike Batista e Eu!

Ontem, por meio do empresário Gillon Dionisio, soube que Eike Batista realizava palestra em Petrolina. Decidi, então, revisitar uma matéria que escrevi originalmente na segunda-feira, 14 de março de 2011, quando ele estava no auge de sua carreira. A abertura dela dizia: “Esta semana, a revista Forbes publicou sua lista ‘The World’s Billionaires’. Entre os 1.210 nomes citados, aparece em primeiro lugar no Brasil um ex-piloto de lanchas offshore e ex-marido de uma capa da Playboy. Em entrevistas, ele alertou Carlos Slim, o mais rico de todos, que em breve ocuparia seu lugar. Ainda está longe. Slim possui U$ 74 bilhões e Eike, míseros U$ 30 bilhões.”

Naquela época, Eike era um símbolo de ousadia e ambição, desafiando o status quo e abraçando a ideia de que o sucesso estava ao alcance de quem se atrevesse a sonhar grande. Seu estilo de vida extravagante e suas promessas de inovação não apenas capturavam a atenção do Brasil, mas também do mundo. No entanto, a trajetória de sucesso é muitas vezes imprevisível e repleta de reveses.

Hoje, refletindo sobre a trajetória de Eike, percebo que sua história é um lembrete poderoso de que o caminho do sucesso é também um campo de aprendizado, onde cada triunfo e cada fracasso contribuem para moldar a pessoa que somos. Estamos todos em constante transformação, e é fundamental que nos lembremos do valor das lições aprendidas ao longo do percurso. Estou ansioso para ouvir suas reflexões sobre sua jornada e como ele enxerga o futuro.

Há vinte três anos atrás, um fato singular deixou-me frente a frente com Eike.

Para que não haja dúvidas, vou fornecer datas e detalhes precisos. O ano 1990, com o presidente Fernando Collor a todo vapor rompendo barreiras alfandegárias, colocando o país na rota das importações e aparecendo a pilotar uma delas sem capacete e segundo dizem, com documentação ilegal.

Resolvi também adquirir o objeto do desejo de todos os motociclistas de então. Uma moto Kawasaki Ninja ZX11. Embarquei para Miami e na volta, como bagagem desacompanhada, tentei entrar no país com o veículo devidamente legalizado. Óbvio que não deu certo e o imbróglio continua até hoje coma moto devidamente apreendida.

Mesmo assim, não desisti do meu presente. Radicado no Espírito Santo, busquei em jornais do Rio e São Paulo, alguém que tivesse a Ninja com documentação legal. E foi nos jornais do Rio que encontrei o que procurava.

Negócio fechado – Ao telefone uma delicada voz feminina informou-me que a moto era negra, a documentação estava absolutamente em ordem, que o preço era de U$ 35. 000.00 e que o proprietário não podia atender-me.

Naquela época, achava eu que era um desaforo o cidadão que estava vendendo um veiculo desse valor não querer conversar com o comprador. Depois de muita insistência, uma voz firme de sotaque marcantemente carioca com o arrastar de todos os “xis” que tinha direito, atendeu-me com muita simpatia e bom humor. “Por que você quer vender a moto?”, perguntei. “Porque tenho duas iguais”. “Por que comprou duas iguais?” “Ora cara, porque tenho duaxxxs bundas”. E desmanchou-se em risos.

No final da tarde daquele mesmo dia, recebi um enorme fax com toda a documentação da moto. Chequei tudo e em seguida liguei para o escritório do cidadão. A mesma secretária de voz delicada informou-me que o patrão já tinha ido para casa e para minha surpresa, forneceu-me o telefone residencial. Liguei imediatamente e uma voz formal atendeu-me, identificou-se como sendo o mordomo e a seguir passou a ligação pára o patrão. A conversa foi mais uma vez simpática e o negócio foi fechado pelo valor pedido.

O mundo é pequeno – Dia seguinte ligo para a secretária para pedir um número de conta a fim de fazer a transferência do dinheiro e escuto como resposta” Olha, o doutor recebeu uma proposta de U$ 37.000,00 e quer saber qual a sua proposta” “Proposta?” perguntei indignado e após alguns impropérios desliguei o telefone. Afinal, não estava participando de nenhum leilão, e sim querendo efetuar o pagamento de um negócio que já estava fechado.

Tudo isso ocorreu em 20 de junho de 1990, há, portanto, quase 23 anos. À noite embarquei para Nova Iorque em um voo da extinta Transbrasil e pela manhã aterrissei numa Manhattan já colorida e com cara do verão quente que se iniciaria pelo calendário, no dia seguinte.

 

A gente ouve toda hora a frase “O mundo é pequeno”. E é!

Do Kennedy vou direto ao Audi Bank, (hoje Interaudi Bank) um banco com atendimento bastante peculiar, hoje instalado em uma elegante sede numa das raras casas da Madison Avenue, mas que na época funcionava em um andar alto de um edifício de esquina na Fifth Avenue, Midtown. Na sala reservada ao atendimento, grupos de cerca de cinco pessoas eram convidados a entrar. Num deles, além de mim um cidadão alto loiro, simpático, brincalhão, e dono de um inglês perfeito, conversava com alguns americanos e referia-se a aquisição de um motor para sua Offshore a fim de participar no dia seguinte de um campeonato na Bahia de Nova Iorque.

Achei que conhecia de algum lugar o falante cidadão, depois percebi que se não o conhecesse, pelo menos a voz eu conhecia. Havia algo de familiar. Comigo, ele conversava sobre o sequestro do empresário Roberto Medina, naquele dia ainda em poder dos sequestradores. ”Acho que te conheço de algum lugar”, disse-lhe eu “Você também não me é estranho”, respondeu. Perguntei-lhe o nome. ”Eike”, respondeu. “Eike Batista”! “E o seu?” ”Celso, Celso Mathias. Sou o cara da moto, de ontem”. Desatamos rir constatando que o mundo era pequeno.

O mais engraçado, é naquela época, eu não tinha a menor ideia de quem era Eike Batista e muito menos que se tratava do filho de Eliezer Batista e de Dona Jutta, na época figuras já extremamente ligadas ao Espírito Santo onde eu morava e o casal estava de mudança para uma bela casa numa região de montanha, aonde por sinal, veio a falecer Dona Jutta. Lá hoje, mora o viúvo Eliezer, consultor do filho bilionário.

                                                                                                                                                          Autor: Celso Mathias

Trago seu amor de volta em até cinco dias

A placa na porta não era promessa, mas garantia. Estava lá, em caixa alta: “TRAGO SEU AMOR DE VOLTA EM ATÉ CINCO DIAS”. Abaixo, em letras menores: “Trabalhos Garantidos ― Amor ― Prosperidade ― Saúde – Consulta com Hora Marcada”. Mas, se o retorno do amor era garantido, a prosperidade passava longe da casinha simples que não reclamava apenas uma boa demão de tinta. As telhas de barro visíveis no beiral ondulado pediam reparo imediato. A única janela visível na fachada tinha uma das venezianas desprendida em parte. A porta de madeira simples abria para uma pequena varanda acessível por meio de dois degraus invadidos pela grama e pelo mato. Aquilo que já fora um jardim parecia agora reservado ao cultivo de vicejantes espadas-de-são-jorge, touceiras de arruda, alecrim, camomila e hortelã.

Um cenário como este exige uma protagonista. E, se o título desta crônica estimulou o leitor a ponto de ultrapassar o primeiro parágrafo e chegar até aqui, ele conhecerá ninguém menos que Valquíria. Vamos a ela.
Valquíria apresenta-se como maga. Entre outras habilidades, diz ser terapeuta holística, xamã e especialista no uso de terapias alternativas, que incluem fisiologia fluídica, cristais e florais. Estudiosa de homologia cósmica, dedica-se à astrologia cármica, à magia natural, pragmática, ritual e cerimonial. Cria sigilos mágicos, talismãs e patuás. Declara profundos conhecimentos dos cultos egípcios, babilônios e atlantes. É taróloga, pratica a geomancia e radiestesia, trabalha com ondas escalares e radiônica. É ligada à Grande Loja Branca do Universo e participa ativamente do movimento Wicca.
Exagero? Não, absolutamente ― dizem seus clientes. Bem, o universo místico é hiperbólico em todos os sentidos, porque ele existe para fazer frente à nossa imaginação. E depois, olhando para Valquíria, não se pode duvidar de suas qualificações. Se você a visse, acredito que compreenderia tudo na mesma hora. Neste dia, ela usava botas pretas de saltos altíssimos que iam até acima dos joelhos. Uma saia preta, de pontas assimétricas, cinto de couro também preto cheio de penduricalhos e fechado por uma grande fivela de metal. A blusa preta de malha muito justa mal continha, do lado de dentro, seios redondos e exageradamente grandes, um deles tatuado ao alto com o desenho de uma estrela de cinco pontas. Os cabelos compridos e vermelhos caíam em cascata pelas costas e ombros, em ondas aqui e ali interrompidas por um tom mais claro e mais chamativo. Eram abundantes e crespos. Faziam desconfiar de um implante camuflado. Não se poderia saber a sua idade. O excesso de maquiagem, a imobilidade do rosto, a espessura dos lábios pintados de vermelho, cílios postiços, sobrancelhas muito altas e finas, desenhadas a compasso, davam ao conjunto um aspecto, no mínimo, marcante.
Valquíria, com suas idiossincrasias, é a resultante lógica do somatório de todos os clichês que repousam, bem escondidos, lá no fundo do poço dos nossos desejos mais ocultos. E, depois de uma decepção amorosa ― eu poderia ter escrito “depois de um pé na bunda” ―, quem não desejaria se afastar da insípida e decepcionante realidade?

Em momentos como este, o “TRAGO SEU AMOR DE VOLTA EM ATÉ CINCO DIAS” até que não parece assim tão absurdo. Pronto! Isso é o bastante para que nossa boa e velha racionalidade entre em “modo racionalizante” e dê início a um processo fatorial que vai de “e se” em “e se” até chegar ao “e se” eu entrasse ali e fizesse uma consulta? Ora, se você entrasse ali e fizesse uma consulta, não ficaria menos decepcionado com o interior da casa simples que já lhe mostrei por fora.
Ao entrar, a primeira coisa que você vê são mandalas. Afinal, elas são guardiãs e filtros. Distribuídas por todas as paredes da salinha de espera, ajudam a mascarar a pintura lascada. Mandalas grandes e pequenas, coladas nas paredes com fita crepe, dão um colorido especial ao ambiente. Você pode se sentar no sofá de dois lugares ou escolher uma das pequenas poltronas. Só tenha cuidado para não tropeçar no prato lascado cheio de sal grosso com sete pimentas vermelhas espetadas. Sim, você já viu isso antes, é claro. A exuberância do arsenal simbólico é indiscutível. No chão, além das pimentas, há um tapete gasto. Graças à janela fechada, o cheiro e a fumaça de incenso são marcantes. Mas os clientes podem se servir de café. Há uma garrafa térmica, copinhos descartáveis, açúcar, adoçante e guardanapos de papel. Na mesma mesinha do café, um calendário de mesa e o valor da consulta: R$ 100,00, com a observação “pagamento adiantado”.
Bem, você já chegou até aqui e seu “modo racionalizante” vai seguir fatorando o preço da consulta, para saber “se” você deve investir ou não em Valquíria. Mas você já entrou. Já escolheu o sofá. Não teve coragem de se servir do café, mas fez o PIX, pensando que todo mundo, uma vez ou outra, paga para ver. E depois, há um detalhe importante. Não se trata mais daquelas cartomantes de antigamente. Não. A pós-modernidade não nos oferece menos do que Valquírias. Logo ― brilhante conclusão dos algoritmos que informam o seu “modo racionalizante” ―, pago o preço ou realizado o PIX, você pode finalmente passar à sala de atendimento, atravessando uma cortina de contas coloridas.
Pronto, você completou mais um estágio.

A sala de atendimento é curiosa. Uma das paredes exibe prateleiras de alto a baixo. Estão lotadas de cristais e pedras. Há também miniaturas de budas gordos, elefantes de gesso com a tromba voltada para cima ― dizem que atrai prosperidade ― e algumas curiosas miniaturas de Ganesha, cujas barrigas servem de suporte a varinhas de incenso. Há anjinhos com asas de glitter, pirâmides de plástico, de pedra e de orgonite. Estas últimas são infalíveis para neutralização de energias negativas. Há também pequenos quadrinhos dos mestres ascensionados e pôsteres de outros personagens New Age que, supostamente, exploram as galáxias vizinhas. Nesta sala maior,
o cheiro de incenso mistura-se com o cheiro das velas coloridas acesas numa bandeja. Uma mesinha auxiliar reúne garrafas com rótulos variados. Há banhos de “descarrego”, de “atração”, de “prosperidade”. A informação é tanta que você nem nota que Valquíria, de pé, sorrindo, lhe oferece uma cadeira.
Pronto. Você nem sentiu, mas já está sentado à mesa coberta com um pano branco e, na sua frente, Valquíria. Ela não está mais sorrindo. Ela olha para você e não diz nada, absolutamente nada. Você, então, presta atenção à mesa e vê baralhos, figas, patuás, um pequeno sino, mais incenso queimando e um copo de vidro embaçado cheio do que deve ser água. Valquíria continua quieta. Você percebe que sua boca está seca. ― E agora, o que vou dizer para esta mulher? ― Valquíria continua quieta. Ela olha para você e, agora, embaralha as cartas. Enfim, algo aconteceu.
Enquanto ela embaralha, você escuta o barulho das pulseiras cheias de bugigangas. Olha para as unhas dela, repara no tamanho das mãos e percebe o esmalte preto lascado. O anel prateado de caveira, usado no indicador da mão direita, faz par com o anel do indicador da mão esquerda, onde aparecem dois ossinhos prateados cruzados em “x”, que acumulam sujeira e resquícios de alguma substância desconhecida. Finalmente, o barulho das pulseiras cessa. Ela coloca as cartas amontoadas bem na sua frente. Só então ela se dirige a você:
― Separe as cartas em cinco montes.
Você escuta. Repara que a voz é firme, áspera e grave.
Você olha para as cartas e vai “cortar” com a mão direita, quando Valquíria lhe interrompe:
― Corte com a mão esquerda!
Você recua então, mas percebe que o processo de separar os montes com a mão esquerda mostra toda a sua insegurança. Com gestos incertos e trêmulos, você consegue separar as cartas em cinco montinhos. Ah! Você também está morrendo de curiosidade e já acha que os cem reais foram pouco, afinal, Valquíria está lhe dando toda atenção. Ela continua econômica nas palavras. Olha para você, depois pega o sininho da mesa, fecha os olhos e toca com força sobre o primeiro dos cinco montes. Você conta: um, dois, três, quatro, cinco, seis… o sininho não para de tocar. Você para de contar. Quando o sino sossega, ela abre a primeira carta para a qual não olha. Sim! Ela não olha para a carta, mas para você:
― Ah! Então você é descrente. Sim, eu posso ver que você é descrente. Mas aqui isso não importa. O tempo é o senhor da razão e os caminhos do destino só podem ser desvendados pelos escolhidos. Mas vejo que você tem uma boa proteção, ou não teria vindo aqui. O que lhe angustia, porém, não é o que você pensa.
― Como assim?
― O que você deseja vai acontecer antes do que você espera. Você se engana e pensa saber o que não sabe. Esta carta mostra o Sol. Diz que você é racional e que acredita somente no
que pode tocar. Você só entende o que sabe explicar. Quando tudo sai diferente, porém, quando os “fatos” não se mostram obedientes àquilo que você supõe, você experimenta a incerteza. E não lida nada bem com ela. E é por isso que está aqui.
Nesse momento você já acha que Valquíria, afinal, não é assim tão bizarra. Ela fala corretamente. É fluente. Talvez essa estranheza seja fruto de seus preconceitos. Afinal, essas coisas todas são kitsch. Conceituais. Simples assim! Pensando bem, ela acertou. Muita gente já ficou magoada com você por conta de seu sarcasmo e ironia.

Você então se atreve a falar.
― Bem, eu não lhe disse que espero alguma coisa.
― E precisa? Você está aqui, não está? E veio à procura de alguma coisa que acha que perdeu. Você abriu com o Sol. Você está saudável e sua vida é próspera. O que lhe falta é confiança. Por isso você duvida, sistematicamente, de tudo e de todos. Veja isso!
Neste instante ela vira para cima a segunda carta.
Mais uma vez não olha para a mesa ao apontar as Nuvens.
― Veja bem. Nuvens. Elas são passageiras. O Sol continua a brilhar atrás delas.
― E as outras cartas? Há mais três.
― Sim, mas elas não respondem por você. Quer ver?
Ela então abre a terceira carta. E lá está o Coração…
― Seu amor é correspondido. A incompreensão que trouxe você até aqui resulta das Nuvens. Perturbações passageiras e desencontros. Agora vou ver o que as outras cartas te mostram.
A quarta carta é aberta. É um Navio. Valquíria segue segura:
― Quem você espera estava longe, mas já voltou. O mar traz de volta todas as emoções, porque a distância é o que fortalece tudo aquilo que vem para ficar.
A essa altura, você já está retomando o controle. Já sente que o cheiro e a fumaça estão demais e sente alívio porque está na hora de abrir a última carta. Mas ela não abre. Volta a tocar o sininho. Concentra-se, murmura algumas palavras incompreensíveis e só depois abre a carta. É a Casa. Ela bate na mesa com o dedo indicador da mão direita, e a caveirinha parece maior ainda, assim como a unha comprida e as lascas do esmalte preto.
― Alguém está à sua espera. Vá para casa!
― Como assim?
― Não é “como assim”! É “bem assim”! Vá para casa. Para sua casa. Não precisa nem voltar aqui para dizer que eu acertei tudo. Vou dar a você alguns cartões com meu telefone. Sei que você conhece mais gente que precisa de mim, dos meus serviços. Agora saia e diga ao próximo cliente que pode entrar.
Está anoitecendo. Você sai de lá e não vê a hora de voltar para casa. Precisa de um banho, porque o cheiro de incenso continua nos seus cabelos e roupas. Finalmente, uma ida ao supermercado e, garantido o jantar, nada como estar de volta. Todavia, com a chave na mão, à porta do prédio, você ouve seu nome e, logo depois:

― Oi, amor! Saudades! Estou te esperando aqui há horas! Desculpa não te avisar! Tive de voltar correndo para a praia, pois o celular ficou lá e…
Daí você não pensa em mais nada.
Nem precisa.
Depressa, examina o bolso do seu casaco e fica contente por não ter jogado no lixo os cartõezinhos de Valquíria, nos quais se lê: “TRAGO SEU AMOR DE VOLTA EM ATÉ CINCO DIAS”.

                                                                                                Por Maristela Bleggi Tomasini

JAMM Street e muitas celebrações

Joane e Gillon Dionísio celebraram o décimo primeiro aniversário de união. A ocasião também foi uma celebração especial: o patriarca William comemorou seus 8.1 em grande estilo. O bilionário João Adibe, CEO da Cimed e o empresário Erivaldo Moreira. O bon-vivant, João Laurentino, desfrutando na Praia de Stela Maris, merecida aposentadoria, ao lado de familiares e do produtor Carlos Amorim. Só alegria! Zé Antônio apresenta a Jamm Street. Aída e José Bastos equilibram suas vidas entre o vibrante Parque da Cidade, em Salvador, e a encantadora praia de Imbassahy. O Engenheiro Valter Menezes de Oliveira foi por muitos anos o coração pulsante da VMO Engenharia, onde dedicou sua carreira à construção e ao desenvolvimento de infraestrutura em todo o Brasil. Ubirajara Formiga, carinhosamente conhecido como Bira, transita com elegância pela adega. Os capixabas, Néia e Luiz Paulo Silva encerraram o ano de 2025 em grande estilo, comemorando em Salvador mais uma década de um matrimônio.

 A dois – Em uma noite muito particular, Joane e Gillon Dionísio celebraram o décimo primeiro aniversário de união. A ocasião foi marcada por um jantar especial, que não apenas homenageou o amor que os une, mas também destacou uma parceria frutífera em diversos empreendimentos da família. Ao longo desses onze anos, Joane e Gillon construíram não apenas uma vida a dois, mas também um legado de trabalho e sucesso. Sua visão empreendedora e a capacidade de enfrentar desafios juntos fortaleceram tanto a vida familiar quanto os negócios que administram. Este jantar especial foi, portanto, uma oportunidade de refletir sobre as conquistas alcançadas e o caminho percorrido, celebrando não apenas a união matrimonial, mas também os sonhos que se tornaram realidade através de uma colaboração sólida e amorosa.

Rumo ao centenário – Natália e William Riley curtiram o Natal no Rio de Janeiro, acompanhados pela filha Daniele, o genro Sílvio e os netos, Bernardo e Ana Clara. Em seguida, o casal embarcou em um jato rumo à Austrália, onde desfrutaram de uma estadia de um mês, celebrando o Réveillon em Sydney na companhia das filhas Melissa e o genro Eduardo, além de Kareen e o genro Nick, com os filhos Maya e Thomas. Para completar essa temporada de festividades, a família se reuniu em um animado jantar, repleto bom humor, características marcantes dos Riley. A ocasião também foi uma celebração especial: o patriarca William comemorou seus 8.1 em grande estilo. Entre risadas e toques de afeto, todos brindaram à saúde e às muitas aventuras que ainda estão por vir, sonhando já com o centenário!

Feras – João Adibe, CEO da Cimed, é uma figura de destaque no setor farmacêutico do Brasil. Sob sua liderança, a Cimed se transformou em uma das maiores empresas do país, consolidando-se como um verdadeiro pilar deste segmento e elevando o nome de Adibe ao status de bilionário, conforme reconhecido pela renomada revista Forbes. Sua trajetória inspiradora é um testemunho de determinação e inovação no mundo empresarial. Adibe é também um entusiasta do futebol. Sua paixão pelo esporte o levou a fazer uma candidatura inusitada à presidência do Palmeiras, um dos clubes mais tradicionais do Brasil. Seu amor pelo time é tão intenso que encomendou uma McLaren personalizada nas cores do clube, com o escudo emblazonado, tornando-se um símbolo de sua dedicação e entusiasmo pelo futebol.

Recentemente, na companhia de Erivaldo Moreira, um respeitado empresário de Euclides da Cunha e proprietário da Farmácia Plantão — a mais tradicional da cidade — Adibe foi fotografado, evidenciando sua habilidade de cultivar parcerias e amizades valiosas no mundo dos negócios. Erivaldo é conhecido por sua inigualável capacidade de construir relacionamentos duradouros e significativos, refletindo a essência do empreendedorismo que une e inspira.

Talentos – José Antônio Martins Monteiro, carinhosamente conhecido como Mr. JAMM ou simplesmente Zé Antônio, é uma personalidade cativante que nasceu em Salvador e conquistou o mundo antes de retornar vitorioso para estabelecer a JAMM Charutos. Com espírito empreendedor e uma imensa capacidade de fazer amizades, ele presenteou a Rua Chile e a Rua da Misericórdia com duas sofisticadas lojas de charutos. A primeira, localizada no icônico Palacete Tira-Chapéu, e a segunda, a Jamm Street, na elegante Rua da Misericórdia, número 1. Com um faro aguçado para identificar talentos e oportunidades, Zé Antônio uniu forças com a arquiteta Viviane Vieira, escolhida por ele como a intérprete ideal para materializar suas visões criativas. Juntos, eles deram vida a um espaço que combina sofisticação, design e cultura head shop, criando uma atmosfera verdadeiramente inovadora.

“A JAMM Charutaria é um ponto de encontro entre arte, cultura urbana e elegância. Aqui, não se trata apenas de degustar charutos; é um espaço dedicado à celebração de experiências, conexões e um estilo de vida autêntico”, explica Zé Antônio. Para transformar essa visão em realidade, ele contou com a expertise do renomado artista internacional Bel Borba, que deixou sua marca indelével ao estampar sua premiada arte no teto dessa verdadeira capela sistina do prazer. JAMM Charutos não é apenas uma loja, mas um local onde a cultura se encontra com a sofisticação, proporcionando momentos inesquecíveis para todos que cruzam suas portas.

Só Alegria – O bon-vivant, João Laurentino, desfrutando na Praia de Stela Maris, merecida aposentadoria, ao lado de familiares e do produtor Carlos Amorim. Só alegria!

Al Mare – Aída e José Bastos equilibram suas vidas entre o vibrante Parque da Cidade, em Salvador, e a encantadora praia de Imbassahy, onde desfrutam de uma aconchegante vivenda. Sempre em busca de momentos marcantes, eles celebram a chegada do Ano Novo de forma especial, seguindo a tradição de “Al Mare”, como se espera de verdadeiros amantes do mar e da vida.

 

 

 

 

 

 

VMO – O Engenheiro Valter Menezes de Oliveira foi por muitos anos o coração pulsante da VMO Engenharia, onde dedicou sua carreira à construção e ao desenvolvimento de infraestrutura em todo o Brasil. Com um espírito desbravador, ele percorreu o país de norte a sul, abrindo estradas que conectaram comunidades e impulsionaram o crescimento de diversas regiões. Seu trabalho prático e visão, tornaram-se referência no setor da construção. Após anos de conquistas e desafios, Valter decidiu encerrar as atividades da Construtora, buscando novos rumos que o levariam ao interior da Bahia. Lá, ele se aventurou com sucesso, na criação de gado e na produção de leite, uma mudança significativa que reflete sua versatilidade e coragem para explorar novos desafios. Agora, em 2026, Valter se prepara para mais uma fase emocionante de sua vida. Depois eu conto!

 

 

 

 

 

 

 

 

Cuidado – Ubirajara Formiga, carinhosamente conhecido como Bira, transita com elegância pela adega de um amigo em comum, onde se encontram armazenadas centenas de preciosidades. Cuidado, Bira! Com tantas joias à sua disposição, a tentação de experimentar um pouco de tudo pode ser irresistível!

Celebration – Os capixabas, Néia e Luiz Paulo Silva encerraram o ano de 2025 em grande estilo, comemorando em Salvador mais uma década de um matrimônio repleto de felicidade. Durante sua temporada na deslumbrante Praia do Forte, o casal desfrutou de momentos únicos em bons restaurantes da cidade, celebrando não apenas o amor, mas também a vida e as memórias construídas ao longo dos anos. Esperamos vê-los mais vezes por aqui, compartilhando novas histórias e alegrias!

                                                                                                                 Por Celso Mathias 

Cheers Adolfo Lona!

 

Iniciaremos essa nova fase com a apresentação de três produtos incríveis: o Adolfo Lona Brut Método Charmat, o Adolfo Lona Brut Rosé Método Charmat e o Adolfo Lona Brut Tradicional. Recentemente, durante um evento da Spotify em Fortaleza, Carlos Amorim teve a oportunidade de saber que a plataforma abriga 35 mil álbuns provenientes das contas gerenciadas pela CMA Digital. Uma marca importante para o Dia do Empreendedorismo Feminino, que se comemora nesse 19 de novembro, é a carioca Andressa Cabral, sócia do Meza Bar e Yayá. Humberto Barbacena, o gerente da unidade da empresa no Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek. Ele era um verdadeiro gentleman: sempre atencioso, seguro em suas operações e capaz de lidar com passageiros de todos os naipes. – Cristiano Ronaldo voltou a transformar uma aparição pública num fenómeno midiático, desta vez em pleno coração político dos Estados Unidos. Assim vive o euclidense Geraldo Moraes Moreira, que teve uma carreira brilhante na Polícia Militar de São Paulo, da qual se aposentou como Coronel.

 

É muito som – A CMA Digital opera no mercado digital há mais de dez anos, e seu fundador, Carlos Amorim, possui uma trajetória de cerca de 40 anos no show business. Embora fisicamente afastada dos grandes centros urbanos, a empresa desempenha um papel essencial no cenário musical do país, contribuindo significativamente para a promoção de talentos emergentes e consolidados.

Com uma equipe profissional altamente qualificada, a CMA Digital se dedica ao gerenciamento de carreiras artísticas e conta com um moderno estúdio de gravação que já produziu grandes sucessos, especialmente no gênero da música brega romântica, sem deixar de lado a riqueza e diversidade de outros estilos musicais.

Recentemente, durante um evento da Spotify em Fortaleza, Carlos Amorim teve a oportunidade de saber que a plataforma abriga 35 mil álbuns provenientes das contas gerenciadas pela CMA Digital, sediada em Euclides da Cunha. Esse reconhecimento destaca a relevância da empresa no cenário musical contemporâneo e reafirma sua posição como uma ponte entre artistas e o vasto público que aprecia diferentes vertentes da música brasileira. Além de suas conquistas, a CMA Digital continua a investir em inovações e parcerias estratégicas, reforçando seu compromisso com a qualidade e o crescimento do setor.

O complexo já ostenta os selos: CMA Digital Music, Ideia Distro Digital, Partnership Music, House Made, Bahia Digital, Saborear Digital, News Music, NCMA Distro, Memória Digital, além da Produtora / Agência; CMA Entretenimento.

Na foto, o criador do sistema, Carlos Amorim e o gerente Lucas Gabriel

Duas marcas – Uma marca importante para o Dia do Empreendedorismo Feminino, que se comemora nesse 19 de novembro, é a carioca Andressa Cabral, sócia do Meza Bar e Yayá Comidaria Pop Brasileira, no Rio, que imprime identidade própria em tudo o que cria. Uma mulher que aprendeu a liderar, decidir, criar e expandir com consistência. Ela também marca o Dia da Consciência Negra, a ser comemorado amanhã, 20 de novembro.

Humberto Barbacena – Na década de 90, fiz dezenas de voos internacionais pela Transbrasil, a partir de Brasília, onde tive a sorte de conhecer e criar uma amizade com Humberto Barbacena, o gerente da unidade da empresa no Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek. Ele era um verdadeiro gentleman: sempre atencioso, seguro em suas operações e capaz de lidar com passageiros de todos os naipes. No meu caso, Humberto se destacou ao resolver com eficiência todas as minhas demandas. Era um profissional difícil de substituir.

Infelizmente, por razões que não cabem neste relato, perdemos o contato há mais de 20 anos. Recentemente, por meio de um amigo em comum, consegui conversar novamente com Humberto. Aos 70 anos, ele vive tranquilamente em Brasília, morando sozinho, mas próximo dos netos e de sua adorável filha, Beta Barbacena (foto), com quem mantém uma relação afetuosa.

Humberto é um homem realizado e feliz, e sua presença foi fundamental em minha trajetória pelo mundo. Suas contribuições e o apoio que me ofereceu em momentos importantes permanecem vivos em minha memória e gratidão.

No topo do mundo – Cristiano Ronaldo voltou a transformar uma aparição pública num fenômeno midiático, desta vez em pleno coração político dos Estados Unidos. O craque português e a noiva, Georgina Rodríguez, foram convidados para a gala organizada por Donald Trump, na Casa Branca, em homenagem do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman. O casal entrou no Salão Este sob olhares curiosos e celulares erguidos, tornando-se rapidamente o centro das atenções, apesar de ainda serem raros os registos, e dos próprios ainda não terem publicado nenhuma fotografia.

Durante o evento, CR7 foi bastante abordado por vários convidados que não quiseram perder a oportunidade de garantir uma fotografia com o jogador. Mas houve uma imagem que rapidamente se destacou. Uma selfie que juntou Cristiano Ronaldo, Georgina, Elon Musk, o presidente da FIFA Gianni Infantino, o investidor David Sacks e o secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick.

Quilate – Cervejinha gelada, momentos de carinho com os netos, boas amizades e uma vida tranquila colhendo os frutos do que plantou. Assim vive o euclidense Geraldo Moraes Moreira, que teve uma carreira brilhante na Polícia Militar de São Paulo, da qual se aposentou como Coronel, após galgar todos os degraus da corporação com notável empenho. Em breve, ele embarcará com esposa, filhos e netos rumo a Lisboa, onde pretende desfrutar das delícias da terra lusitana. É importante registrar esse momento, para que os conterrâneos nunca se esqueçam de que nossa cidade gerou pessoas desse quilate!

Deu lona! – Há cerca de dez anos, em Belo Horizonte, fiz um contato telefônico com Adolfo Lona, um renomado enólogo argentino que chegou ao Brasil na década de 70 para assumir a direção técnica da De Lantier Vinhos Finos Ltda, a divisão vinícola da Martini & Rossi no país. Essa é uma longa e brilhante história que prometo compartilhar em uma oportunidade futura.

Naquele momento, busquei alinhar uma conversa sobre a aquisição dos excelentes espumantes produzidos no Rio Grande do Sul pela vinícola Adolfo Lona. Infelizmente, a conversa não avançou como esperava. No entanto, a vida nos trouxe novas oportunidades, e, mais de dez anos depois, tive a alegria de encontrar Adolfo Lona pessoalmente na Wine Brasil Music, em Salvador. Dessa vez, finalmente estabelecemos um acordo para a distribuição de seus renomados espumantes na área de atuação da Euvinho.

Iniciaremos essa nova fase com a apresentação de três produtos incríveis: o Adolfo Lona Brut Método Charmat, o Adolfo Lona Brut Rosé Método Charmat e o Adolfo Lona Brut Tradicional. No futuro, temos planos de ampliar nosso portfólio com os outros rótulos excepcionais desse fantástico produtor, que soma mais de dez opções.

Cheers! Que venham momentos memoráveis acompanhados por esses espumantes de alta qualidade!

 

                                                                                                      Por Celso Mathias /Agpress

 

Bye bye outubro!

Digo, no jato! Úrsula e Orlando Jones, atravessaram o oceano, na última sexta-feira. Valter Menezes, destacado produtor de leite em Miguel Calmon, e seu sobrinho, Eduardo Menezes. Em meio ao frenético ritmo de expansão da Bel Cosméticos, que já conta com 74 lojas espalhadas pelo Brasil e agora se destaca no Sul com uma encantadora unidade em Gramado. A história dessa menina, que foi resgatada do lixão e venceu na vida como empresária de sucesso. Os grupos Mercadinho Paulista e Fazendas Reunidas Limeira estão prestes a inaugurar a Life Fit. Nesta segunda-feira (27), conforme prometido por Brad Pitt em junho, “The Continuing Adventures of Cliff Booth” (ou ‘As Aventuras Contínuas de Cliff Booth’

Só amor – Valter Menezes, destacado produtor de leite em Miguel Calmon, e seu sobrinho, Eduardo Menezes, desfrutam de um excelente vinho na Vinícola Reconvexo, em Morro do Chapéu – BA. No acolhedor casarão da fazenda, Valter recebe sua filha, a médica Adriana Menezes, para momentos de afeto e para apreciar juntos o mais recente filme da Disney.

 

Feras – Em meio ao frenético ritmo de expansão da Bel Cosméticos, que já conta com 74 lojas espalhadas pelo Brasil e agora se destaca no Sul com uma encantadora unidade em Gramado, o empresário Ivo Barbosa ainda encontra tempo para uma visita à Casa do Porto, a verdadeira Meca do Vinho em São Paulo. Lá, ele se reencontra com o amigo Péricles Gomes, que comanda esse paraíso enológico, além do aconchegante Restaurante Refúgio, adjacente ao local.

No mesmo círculo, Marco Aurélio, um dos diretores da renomada Inoar, e Celso Santana, executivo de vendas da empresa, também fazem parte desse encontro repleto de boas conversas e risadas. Péricles, sempre atento aos amigos que frequentam sua casa, oferece não apenas vinhos excepcionais, mas também uma generosa dose de sabedoria e bom humor. O Péricles, não nega fogo. Digo, vinho!

Foi Deus – A história dessa menina, que foi resgatada do lixão e venceu na vida como empresária de sucesso, emocionou o Brasil esta semana. O nome dela é Alexandra Borges. Hoje, com 52 anos, ela inspira com sua história, que parece retirada de roteiro de filme, mas é real. Alexandra foi resgatada em um lixão, no interior de São Paulo, quando tinha 1 ano e 10 meses. A salvadora foi Sebastiana, uma lavadeira que a encontrou brincando entre sacos de lixo no município de Jacareí. Ela adotou a menina, deu afeto, educação e um novo sobrenome. Mesmo com simplicidade e dificuldades financeiras, a menina conheceu o significado das palavras lar e mãe. Depois de vender coxinhas nas ruas para ajudar a família, Alexandra se tornou uma mulher linda e vencedora. Hoje, ela administra franquias e tem uma marca própria em São José dos Campos, com faturamento de milhões por ano. Ale virou referência em empreendedorismo feminino.

Saúde em Alta – Os grupos Mercadinho Paulista e Fazendas Reunidas Limeira estão prestes a inaugurar a Life Fit, uma das academias mais modernas do Brasil, em Euclides da Cunha. Este espaço inovador visa transformar o cenário fitness da região, promovendo saúde e bem-estar para os moradores. Com infraestrutura de última geração, a Fit Life oferecerá equipamentos avançados, áreas para diversas modalidades de treino e profissionais capacitados para guiar os alunos em suas jornadas de condicionamento físico.

Os criadores do projeto acreditam que a atividade física regular é essencial para uma boa qualidade de vida e se comprometem a oferecer um ambiente acolhedor e motivador. A expectativa é alta para a inauguração, que promete ser um marco para a cidade, proporcionando aos euclidenses uma nova oportunidade de cuidar de sua saúde. Prepare-se para revolucionar sua rotina e embarcar nessa nova era de fitness em Euclides da Cunha!

 

Só estrelas – Nesta segunda-feira (27), conforme prometido por Brad Pitt em junho, “The Continuing Adventures of Cliff Booth” (ou ‘As Aventuras Contínuas de Cliff Booth’, na tradução livre), sequência de “Era Uma Vez em… Hollywood” – longa que lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante –, entrou oficialmente em fase de produção. A novidade foi divulgada pelo portal World of Reel, que compartilhou a imagem de um estabelecimento de Los Angeles caracterizado com a estética dos anos 1970, adiantando que a cidade já está sendo preparada para retratar o período, durante as filmagens do projeto.

Lançado em 2019, “Era Uma Vez em… Hollywood” mistura fatos históricos com ficção ao retratar a região nos anos 1960, às vésperas dos assassinatos realizados pela Família Manson. No centro da trama estão Rick Dalton (Leonardo DiCaprio), um ator em decadência, e seu dublê e amigo, Cliff Booth (Pitt). Com um tom cômico, narrativa fragmentada e reinterpretações ousadas de eventos reais, o longa conquistou crítica e público, arrecadando cerca de US$ 392,1 milhões em bilheteria global. Produzida pela Netflix, a continuação, originalmente escrita por Quentin Tarantino como um episódio autônomo, vai acompanhar o personagem de Pitt em uma nova função como um agente de um estúdio de Hollywood.

Pé na estrada – Digo, no jato! Úrsula e Orlando Jones, atravessaram o oceano, na última sexta-feira, com destino a dois continentes. Na programação, descanso, conhecimento, bons vinhos, bons restaurantes e, principalmente, merecida celebração da vida. Namastê!

                                                                             Por Celso Mathias/Agpress

O vinho é um negócio mágico

 

O vinho é um negócio, de fato mágico. Miguel é Ferreira de Abreu, meu professor de Matemática na juventude, mesmo com nossa diferença de idade. Hoje, ele completou 80 anos. Uma conversa telefônica com meu amigo William Riley, um expert em fabricação de cigarros, resultou em um encontro em Dortmund entre ele e José Antônio Martins Monteiro. O presidente da Ferrari e Stellantis, John Elkann, enfrenta uma nova batalha legal com sua mãe. À beira da piscina da sua fazenda, no município de Miguel Calmon, onde produz leite, meu amigo Valter Menezes, aprecia o maravilhoso Goutte D’Argent Chardonay. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira 29, que imporá uma tarifa de 100% sobre todos os filmes produzidos no exterior. A Emporio Armani revelou na última quinta-feira 25, sua primeira coleção desde a morte do fundador. Dividido entre Jampa e Brasília, meu amigo Ubirajara Formiga. O executivo Luciano Rodrigues já acendeu a churrasqueira em sua nova morada em Alphaville. A Ucrânia propôs a construção de um escudo de defesa aérea. Durante suas férias, Ana Carolina Tinelli e Luiz Henrique Costa estão aproveitando a vibrante agitação de Tóquio.

 


Coisas do vinho I –
O vinho é um negócio, de fato mágico. Você vai a um evento em Salvador e, em poucas horas de convivência, descobre em boas conversas, um novo amigo de infância, que mora em RGN, produz vinhos no RGS, é um brilhante advogado tributarista, faz amizade na mesma velocidade que aprecia uma taça dos seus bons espumantes e tem, entre outros, um neto chamado Miguel, homônimo de outro grande amigo, Miguel, o professor. Falo do potiguar, Armindo Albuquerque que conheci durante o Wine Music Brasil no Palacete Tira Chapéu. Armindo, o/ e respire.

Coisas da amizade – O outro Miguel é Ferreira de Abreu, meu professor de Matemática na juventude, mesmo com nossa diferença de idade. Hoje, ele completou 80 anos, enquanto eu, em outubro, farei 76. Miguel, com um QI acima da média, formou-se em Engenharia e exerceu a profissão na COELBA, onde se aposentou. Ele é um exemplo de coerência, competência e amizade—uma amizade indispensável. Parabéns, Professor! Vamos juntos rumo ao centenário!

Coisas do vinho II – Ainda sobre o Wine Music Brasil, uma conversa telefônica com meu amigo William Riley, um expert em fabricação de cigarros, resultou em um encontro em Dortmund entre ele e José Antônio Martins Monteiro, conhecido como Mr. JAMM. Na foto, Riley aparece no estande de Charutos JAMM, durante a feira em que ambos participaram. Negócios em vista!

Entre brancos – O presidente da Ferrari e Stellantis, John Elkann, enfrenta uma nova batalha legal com sua mãe depois que seus advogados apresentaram nesta segunda-feira o que disseram ser uma emenda manuscrita anteriormente não revelada à vontade de seu pai, o falecido Gianni Agnelli. A nota, produzida durante uma audiência em Turim, poderia levantar questões sobre a propriedade da holding. Eles que são brancos; que se entendam

Ser e saber viver – À beira da piscina da sua fazenda, no município de Miguel Calmon, onde produz leite, meu amigo Valter Menezes, aprecia o maravilhoso Goutte D’Argent Chardonay, feito no Chile pelo Mago Pascal Marty. Aliás, ele vem fazendo o “sacrifício”, de avaliar a sequência de vinhos do Pascal, adquiridos recentemente na Euvinho. Na sequência, virão os Ser Merlot, Ser Cabernet Sauvignon e Ser Syrah. Ele sabe, ser e viver. Cheers!

America Graet Again – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira 29, que imporá uma tarifa de 100% sobre todos os filmes produzidos no exterior que são enviados para os Estados Unidos, repetindo uma ameaça feita em maio que derrubaria o modelo de negócios global de Hollywood. A medida sinaliza a disposição de Trump de estender as políticas comerciais protecionistas às indústrias culturais. Para o presidente americano, o que interessa é: America Graet Again!

King Giorgio – A Emporio Armani revelou na última quinta-feira 25, sua primeira coleção desde a morte do fundador e designer da casa de moda, com modelos em homenagem ao homem conhecido como “King Giorgio” com longos aplausos durante a caminhada final do desfile. Dessa vez, ninguém saiu para a finalização habitual do designer. Nem mesmo a sobrinha de Giorgio Armani, Silvana, que sempre trabalhou ao lado dele na criação das coleções de moda feminina.

Treino intenso – Dividido entre Jampa e Brasília, meu amigo Ubirajara Formiga está levando a sério sua preparação para a “chegada dos 7.6 que acontecerá no dia 29 de outubro”. Após quase 10 km de caminhada rápida, ele faz uma pausa estratégica para se reidratar com um chope gelado, um merecido refresco após o esforço.

Home Sweet Home – O executivo Luciano Rodrigues já acendeu a churrasqueira em sua nova morada em Alphaville. Após mais de dois anos de trabalho duro, a casa da família está finalmente pronta para momentos de descanso, lazer e muitas braçadas na piscina com o pequeno Bernardo, o filho caçula do casal Valéria e Luciano. Para celebrar essa nova fase, eles realizaram um almoço demorado com o primogênito, Gabriel, que, por sinal, está a cara do pai.

Escudo – A Ucrânia propôs a construção de um escudo de defesa aérea conjunto com aliados para proteger contra ameaças da Rússia, disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, nesta segunda-feira, após uma série de incursões no espaço aéreo que causou alarme no flanco oriental da Organização do Tratado do Atlântico Norte. Os líderes da Otan disseram que a Rússia vem testando a prontidão e a determinação da aliança com incursões no espaço aéreo na Polônia e nos países bálticos, e Kiev diz que sua experiência em lidar com ameaças aéreas seria valiosa.

É o amor – Durante suas férias, Ana Carolina Tinelli e Luiz Henrique Costa estão aproveitando a vibrante agitação de Tóquio. O casal se perdeu nas ruas movimentadas da cidade, explorando uma variedade de restaurantes que oferecem desde a autêntica culinária japonesa até fusões inovadoras. Entre uma refeição e outra, eles não deixam de saborear saquê e vinhos cuidadosamente selecionados, complementando a experiência gastronômica com brindes à nova cultura que estão descobrindo. Cada gole é uma oportunidade de apreciar as tradições locais e a rica história que permeia a gastronomia japonesa. Além das delícias culinárias, Ana e Luiz também estão se aprofundando na cultura oriental, visitando templos milenares, museus e mercados tradicionais. A cada dia, eles se encantam mais com a hospitalidade do povo japonês e a beleza única de Tóquio, criando memórias que certamente ficarão para sempre em seus corações.

 

                                                                       Por Celso Mathias/Agpress

 

 

 

Armani: a tradução do luxo

Matéria produzida originalmente em 2004.

Cor-de-rosa? À primeira vista, ninguém diria que esta casa poderia pertencer ao mestre do minimalismo. Afinal, Giorgio Armani é o estilista que se diferenciou pela simplicidade, optando por combater a ostentação, utilizando cores sóbrias, linhas direitas e cortes preciosos, em todo o seu trabalho.

Marcando pela diferença, Giorgio Armani conseguiu tornar luxuosas peças de uma modéstia evidente, influenciando mesmo aqueles sem posses para adquirir vestuário da sua marca. Será possível que esta serenidade não seja o reflexo da sua personalidade?

Na aldeia de Broni, na Itália, deparamo-nos com um enorme jardim com ciprestes e pinheiros, abrigando uma mansão esplendorosa. Mas é quando entramos no seu interior que mais ficamos surpresos. Um mar de cores, tons corais, verdes e castanhos dão ao ambiente uma sensação de opulência, sem época definida. Contudo, nem por isso a casa deixa de ser acolhedora e confortável. Veem-se sofás repletos de almofadas de cores vivas ou decorados com motivos de gatos. A coleção de animais em cerâmica espalhada pela casa também não passa despercebida.

“Em Broni, me sinto livre” – De cima das escadarias, vemos aproximar-se um Armani bronzeado e vestido de azul marinho, em boa forma física e boa aparência, mesmo aos 70anos. “Então, a casa é surpreendente? ” – Pergunta, divertido. “A maioria das pessoas tem essa ideia quando aqui vem pela primeira vez. Deveria ter retirado as almofadas com gatos”. O anfitrião guia-nos pelas 25 divisões da casa. “As pessoas que aqui vêm ficam desapontadas por não encontrarem um Velásquez nas paredes”, afirma. “O fato é que levam a casa muito a sério. Eu não. Já tenho muita coisa para levar a sério na vida. ”

O estilista parece sentir necessidade de se evadir para essa mansão encantada. Durante a semana, Armani raramente sai do complexo de edifícios na Via Borguonovo, em Milão. De segunda a sexta-feira, o ambiente é sóbrio, com madeiras claras e ângulos retos, paredes pintadas de cor creme, superfícies lisas, telas, sisal e arranjos de flores brancas; exatamente aquele onde esperaríamos ver Giorgio. “Sexta-feira à noite entro no carro, mal dou pela viagem de uma hora e, logo que transponho os portões, entro num mundo de sonho, que nada tem a ver com aquele em que vivo durante toda a semana. ”

“A aldeia tornou-se mágica para mim” – Apesar de ser proprietário de outras casas, na Toscana, na Sicília e em St. Tropez, Armani confessa que a casa de Broni se transformou no seu refúgio. “Com o tempo, Broni tornou-se mágica para mim” – confessa Armani. “A forma como a luz trespassa as árvores e a estranha cor turquesa da água da piscina recordam-me os tons que adorei quando estive em Bali. No verão, o pôr-do-sol é espetacular, tornando a casa ainda mais cor de rosa. ” Não deixa, no entanto, de ser estranha a presença de almofadas com gatões e cães de cerâmica. Giorgio Armani admite: “São horríveis. Existem aqui muitos objetos de que não gosto, mas foram-me oferecidos”.

“Quando as pessoas me vêm visitar e veem os presentes, ficam contentes. Esta casa existe para isso mesmo e também para tudo o que compro nas minhas viagens. Todos os diferentes momentos da minha vida estão reunidos aqui.”

“Saio daqui mais calmo” – Giorgio Armani costuma passar os fins de semana com membros da família. Passam o tempo a contemplar as flores do jardim, a cozinhar pratos simples com legumes caseiros, a jogar tênis ou simplesmente a descansar junto à piscina.

Armani volta ao trabalho revigorado, mas não tem pena de regressar a Milão. “Saio daqui no domingo mais calmo. Mal ultrapasso os portões, esqueço-me que a casa existe até a próxima vez que volto aqui. ” A sua paixão continua a ser o trabalho, sentindo algum medo, quando pensa que desperdiça tempo. “Só iniciei a minha carreira aos 30 anos, por isso, sempre achei que tinha de recuperar o tempo perdido. Adoro o meu trabalho, talvez em demasia. Muitos me acusam de não saber me divertir. De certa forma, acho que tenho medo. A vida é tão curta e há tanto para fazer. ”

No entanto, Giorgio Armani diz ter-se tornado uma pessoa mais descontraída nos últimos anos e conclui: “Esperem para ver. Deem-me dois ou três anos e vou me tornar um folião! ”

 

 

                                                  Por Celso Mathias/Agpress

 

 

Salvador: a capital brasileira do vinho por três dias

 

Baco para os romanos e Dionísio para os gregos, esses deuses do vinho foram os protagonistas do último fim de semana, onde foram hóspedes do Palacete Tira-Chapéu, em Salvador! Para relatar as experiências que vivi durante o evento, permitam-me contar tudo na primeira pessoa. A convite de Péricles Gomes, esse mineiro carismático e versátil, formado em negócios entre Vitória, São Paulo e Belo Horizonte, desembarquei em Salvador na sexta-feira pela manhã. Antes mesmo de realizar o check-in no hotel, já estava imerso nas palavras do mestre Adolfo Lona, degustando oito excelentes espumantes da Serra Gaúcha. O destaque da degustação foi o Biografia Extra Brut, um velho conhecido e obra-prima do meu amigo Renato Savaris, que mereceu aplausos entusiasmados.

Durante esses três dias, milhares de pessoas ocuparam todos espaços do Palacete e o seu entorno, ouvindo boa música, bebendo bons vinhos e apreciando a boa comida do Pala7 de Claude, o Preta, da própria e o Casaria de Marcelo Magalhães, o corajoso empreendedor, que em árduos oito anos de trabalho, restaurou o prédio centenário e está dando uma enorme contribuição ao turismo baiano.

Entre os espaços visitados, a excelente Charutaria MR. JAMM que, além de comercializar diversas marcas também produz o seu próprio charuto, que tem ganhado diversos prêmios internacionais e concorrido a “charuto a charuto”, com bons cubanos. Por lá o dono da marca, brilhante executivo José Antônio Martins Monteiro, que resolveu ser fazendeiro, produzir fumo e os seus charutos em Alagoinhas –BA

Dois gigantes do evento, aos olhos de qualquer pessoa, Marcelo Magalhães, que deve ter varado várias noites para, em pouco mais de quatro meses, gestar e parir o primeiro de vários eventos que promete acontecer anualmente. Aos meus olhos, Marcelo Magalhães e Péricles Gomes que há quase quarenta anos, abandonou a fazenda do pai em Governador Valadares, para se transformar num inigualável empresário especialista em enogastronomia. Péricles é um agregador que consegue reunir personalidades afins ao gênero que atua e coloca-los sob o mesmo teto, transformando-os mutuamente em amigos e até, parceiros de negócios.

No restaurante da Preta, além do largo sorriso dela, você será envolvido pelo melhor da cozinha autoral. Poderá sente-se ao lado de personalidades como Ney Matogrosso, do advogado e produtor de vinhos Armindo Albuquerque, cuja presença marcante ilumina todos os espaços do evento, trazendo bom humor e sabedoria. Na mesa ao lado, você encontrará Antônio Castro de Almeida, conhecido como Kakay, uma figura controversa e carismática do mundo jurídico. Também estão ali Fátima e Alfredo Di Lello, intrépidos viajantes em sua van Mercedes-Benz, carregando adegas criadas e fabricadas por eles e, encantando a todos com sua prestimosidade.

 

Foi emocionante acompanhar a vertical de Château Mouton Rothschild, com safras de 1985, 1986, 1988, 1989, 1995 e 1996, avaliadas em R$ 90 mil, sob a condução de Pascal Marty, o enólogo responsável por esse extraordinário Bordeaux na época. Durante o evento, Pascal compartilhou sua trajetória no mundo dos vinhos, sua relação familiar e, naturalmente, o reencontro com esses “seis filhos” após mais de quarenta anos.

Após sua passagem pelo Alma Viva e Opus One, na Califórnia, Pascal retorna ao Chile, onde produz seu próprio vinho na Viña Marty, promovendo uma nova revolução ao utilizar leveduras de saquê para criar um vinho leve e aromático e extremamente delicioso. Além disso, Pascal é uma pessoa de uma sofisticação tão refinada que o traduz como uma pessoa simples e gentil!

À noite, no Pala7 de Claude Troisgros, um jantar que se estendeu até às duas da manhã teve à cabeceira da grande mesa Valéria Almeida, Sommelier e braço direito de Péricles Gomes. Entre os presentes, Linda Boglietti, filha do patriarca Enzo, da La Morra, proprietária de vinhedos renomados em crus históricos como Brunate, Fossati e Case Nere.

Participei de encontros mágicos que apenas o mundo dos vinhos pode proporcionar. Pascal Marty, um verdadeiro mago, tem a habilidade de transformar sonhos em vinhos excepcionais, transitando com a simplicidade de uma pessoa comum. Ao seu lado, Philipe Coutinho, um baiano mais que da gema, cuja presença é sempre uma agradável companhia. O fio condutor de nossas conversas não poderia ser outro senão Péricles, que une todos nós com seu carisma e paixão pelo vinho. Assim como ele, Alfredo Di Lello, um cidadão italiano de alma cosmopolita, percorre o Brasil de Norte a Sul, levando alegria às casas que abrigam suas maravilhosas adegas e humidores. Ele é igualmente conhecido por ter montado as lojas da Ducatti na Itália, uma verdadeira referência de sofisticação e estilo.

Rever amigos queridos como Lícia Fábio foi um prazer imenso e, claro, finalmente encontrar Marcelo Magalhães, o cara! Mal posso esperar pelo próximo ano, em agosto, quando teremos mais momentos inesquecíveis!

                                             Por Celso Mathias